25 janeiro 2011

O jejum e a falta de valores


Caros amigos vascaínos.

Fico aqui a frente do computador pensando na melhor forma de começar uma coluna sobre o nosso clube. Vários possíveis temas passam pela minha mente. Poderia muito bem analisar a última temporada da equipe de futebol profissional ou falar sobre as perspectivas acerca da mesma para 2011. O conturbado – perdoem-me a redundância – momento político do clube ou até mesmo a última reforma das sócias de São Januário (ou não será apenas uma maquiagem?).

Apesar de todos serem tópicos relevantes, vou optar por algo que vem me incomodando no dia-a-dia (com vossa permissão, Dinamite): a identidade vascaína.

Um clube pode ganhar um título eventualmente, dando sorte em disputas de pênaltis ou revelando uma geração de jovens jogadores excepcionais. Pode perder campeonatos se o goleiro não estiver em um bom dia ou se o atacante desperdiçar gols imperdíveis.

Entretanto, mais importante do que esses aspectos meramente futebolísticos, de caráter estritamente tático, técnico e aleatórios, está a visão do clube como instituição.

A construção de um edifício sólido não começa pelo telhado, mas sim por uma base sólida, por fundamentos que solidificam a estrutura e que a preservam, mesmo em caso de graves tempestades. A meu ver, esse é o ponto fraco do Vasco, que o faz estar há 8 anos sem títulos e que atormenta a nossa vida sem uma clara esperança de melhora imediata.

Fico muito confortável em escrever sobre esse tema. Não sou do Casaca, do MUV, nem muito menos partidário de Roberto Dinamite ou de Eurico Miranda. Mas, em meu tempo livre, leio colunas defensoras de cada uma dessas correntes políticas.

Cada torcedor tem o direito de definir sua relação sentimental com o seu respectivo clube. Portanto, respeito meus amigos que vêem o Vasco como apenas um time de futebol, um elenco de 28 jogadores que vestem uma camisa branca com faixa diagonal preta (ok, esqueçamos algumas anomalias recentes) e que disputa uma série de competições. Esses amigos gostam do Vasco, mas de uma forma diferente da minha. Nem pior, nem melhor, apenas diferente. Mas, em geral, é um sentimento por um time de futebol. Para eles, o Vasco é sinônimo de ir a São Januário e tomar sua cerveja, vibrar com os gols do time, extravasar sua raiva na derrota. Se o time joga com uma camisa que não respeita suas tradições, não há problema. Se o remo só dá vexame e fica em terceiro no último campeonato estadual, ok, deixa pra lá. Se há infiltrações na social de São Januário, dane-se. O basquete não tem um time decente faz séculos, bebamos uma cerveja gelada. Se o grande manager de futebol Rodrigo Caetano contrata mais de 30 jogadores que apenas deram custos extras ao Vasco, bebe-se mais uma cerveja. O importante é que o Vasco vença o Resende (ops!) e seja campeão da Taça Guanabara.

Apesar de passar batido por muitos, existe uma grande diferença entre um time de futebol e um clube. Assim como milhares de torcedores, eu acompanho e amo, desde pequeno, o Club de Regatas Vasco da Gama, algo muito acima de um grupo de atletas que vestem um uniforme uma ou duas vezes por semana para a disputa de uma partida de futebol. Um clube é algo muito mais amplo, já que envolve uma instituição centenária, seus símbolos, seu patrimônio, sua torcida, coisas que ficarão para sempre, independente de quem seja o camisa 10 de hoje, o zagueiro de ontem ou o presidente de amanhã. E toda essa briga política que vem arrastando o Vasco para o buraco está causando um dano na identidade do nosso clube, na forma como a torcida enxerga nossa amada instituição.

Não vou chegar ao ponto de dizer que o Vasco representa uma filosofia tão bem determinada como Rangers e Celtic e suas disputas católico-protestantes ou Real Madrid e Barcelona e seu conflito político-cultural. De qualquer forma, o Vasco sempre foi mais do que um time de futebol. E nossa torcida que canta nos estádios os versos “Vasco da Gama pra mim é religião” não deveria ver o Club de Regatas Vasco da Gama como um bando de 11 jogadores correndo atrás de uma bola para ganhar um jogo no domingo e proporcionar momentos de alegria na segunda-feira, quando tira-se um sarro do colega de trabalho ou de um amigo tricolor.

Essa simplificação do que é ser Vasco e a conseqüente perda de identidade só amplificam esse processo de diminuição que nos faz sofrer humilhações de um perna-de-pau colombiano como o ocorrido durante a semana.

Fui criado como vascaíno aprendendo que éramos a antítese ao Flamengo no que se refere a nossa visão de clube. Nós somos o clube que democratizou o futebol no nosso país, enquanto eles eram da oligarquia que só permitia aos brancos e ricos a prática do esporte. Nós construímos São Januário, o maior estádio da América do Sul. Eles nem estádio possuem até hoje. Nós fomos os pioneiros em conquistas, como o primeiro título internacional do futebol brasileiro, o primeiro campeão brasileiro entre os clubes do Rio, o primeiro campeão do Maracanã. Nós não precisávamos de pedir esmolas do governo para pedir patrocínio estatal, eles sim. Nós sempre fomos o clube de São Cristovão, eles da Gávea.

E o que se vê hoje no clube? Patrocínio estatal (ok, não recebemos o dinheiro mesmo...). Subserviência a poderes como CBF e federações, que nos prejudicam com arbitragens ou perdas de pontos no tribunal ou nos humilham colocando o Vasco como segundo do grupo do Carioca atrás do cabeça de chave Flamengo. Mudanças de jogos importantes, como na semi-final da Copa do Brasil de 2009, de São Januário para o Maracanã.

Atualmente, em todos os fóruns de discussão, criticar a desastrosa administração do senhor Carlos Roberto de Oliveira virou um pecado mortal, pois quem o faz é taxado de euriquista. O Vasco está perdendo sua identidade e a torcida, razão pela qual o clube existe, é a principal responsável por isso. Esse processo de flamenguização do clube deve ser interrompido o mais rápido possível.

Idolatra-se um jogador que participou de menos de 20 partidas profissionais em 2010 (eu disse profissionais, já que de peladas entre os parceiros sua presença é constante). Um jogador que ao longo de seu contrato receberá do Vasco mais de R$ 15 milhões de reais, mais do que a tão propalada dívida que possuímos com Romário. O cara continua na função de capitão do time e nossa torcida a apoiá-lo. Esperava-se uma fila de patrocinadores que chegaria com a atual diretoria quando da sua posse, em julho de 2008. A fila não andou e o clube teve de recorrer ao apoio dos governos estadual e federal. Nosso departamento jurídico sempre foi invejado, enquanto hoje perdemos prazos de inscrição de atletas, jogadores são punidos severamente nos tribunais e até perda de pontos em partidas ganhas em campo já sofremos. O que a torcida faz? Nada, apenas aplaude a administração atual, já que criticá-la seria elogiar a anterior. Certo? Errado, muito errado.

Nossa administração até 2008 nos privou de patrocínios, fechou o clube de tal forma a ponto de confundir uma instituição centenária e de propriedade de milhões de torcedores a uma empresa familiar. Porém, o erro mais grave foi deixar que uma administração mais incompetente chegasse ao poder. A era Eurico apequenou o clube, mas quem o rebaixou e o humilhou foi a gestão Dinamite.

Em 2011, chegamos a um momento crucial. Uma nova eleição. As correntes políticas do clube já se manifestam. Mesmo que a eleição seja definida pelo quadro social, a torcida é parte importante do processo eleitoral, como formadora de opinião e de pressão sobre os agentes políticos do clube. É preciso estar atento sobre promessas de quem está sempre buscando algo no dia-a-dia num futuro próximo.

O Vasco merece uma administração arrojada. Mas mais do que isso, muito mais importante, é que tenhamos gente que veja o Vasco como um clube e que respeite suas tradições. A tradição de ser um clube ganhador, o maior clube do Brasil.

Saudações vascaínas.

Luis Fernando Horta.

20 comentários:

  1. Carlos Eduardo Mendes26 de janeiro de 2011 00:00

    Pelo seu sobrenome, vc deve ser parente do Fernando Horta, candidato a presidência do Vasco e aliado ao Eurico. Se for mesmo isso, fica dificil suas palavras terem alguma credibilidade, uma vez que pode ser um mero discurso bonito, maquiado por trás de outras intenções.
    Ninguém aguenta mais Roberto e sua falta de atitude, mas ninguém quer a volta do Eurico, ao lado do Horta.

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  2. Luis Fernando Horta26 de janeiro de 2011 00:30

    Obrigado pelo comentário Carlos. Valeu pela força na estréia da coluna!!!

    Vou escrever opiniões apartidárias aqui nesse espaço, discutindo assuntos no intuito de melhorar o Vasco, seja ele presidido por A pu B.

    Só um comentário rápido: um empresário bem-sucedido no ramo comercial e na atividade do carnaval, aos 58 anos, sujeitar-se a ser fantoche, pau mandado ou seja lá o nome que queiram dar, de Eurico Miranda?

    Sinceramente, não faz o menor sentido. Cada um no seu quadrado. Cada um com seu projeto de clube.

    Abraços.

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  3. Carlos Eduardo Mendes26 de janeiro de 2011 00:42

    Sua resposta ja comprovou o que eu desconfiava...
    ja começou mal.
    Se o Horta é pau mandado, expressao esta que voce usou, ou não, sinceramente, eu nao sei.
    Mas é evidente que ele é aliado do Eurico, e poderia colocar ele no clube com mais poder, e isso ninguém quer. Ele só tá como presidente do conselho de benemérito sem ng se incomodar pq ele n tem poder decisório algum.
    O horta mesmo ja disse que é grande amigo do eurico, que compartilha de ideias semelhantes a dele.
    Se é vir pro poder alguem como ele, melhor nao vir.
    Da mesma forma que vc disse que a reforma da sede social pode ser mascarada, as intenções do Horta também podem estar.
    Nao queremos mais ng aliado a Eurico no Vasco, e estamos começando também a nao querer ng com a filosofia do Dinamite. Um era arbitrário, o outro é omisso.

    ah, só uma observação: administrar uma escola de samba é uma coisa, administrar uma equipe de futebol do tamanho do Vasco é outra totalmente diferente.
    Se for pra seguir essa linha de pensamento sua, daqui a pouco vai ter dono de supermercado ou posto de gasolina querendo administrar o Vasco também

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  4. CONCORDO COM O CARLOS!!!!!!!!!!!!!!!!
    O VASCO NÃO É BAGUNÇA!!!!!!!!!!!!!!!
    SO FALTA DAKI A POUCO QUERER COLOCAR FANTASIAS NOS JOGADORES E MANDAR SAMBAR!!!

    O HORTA VAI TRAZER PRO VASCO JUSTAMENTE QUEM ESTAMOS TENTANDO AFASTAR DE VEZ A ANOS!!!

    EURICO NUNCA MAIS!!

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  5. Luis Fernando Horta26 de janeiro de 2011 01:01

    Respeito a opinião de ambos.

    Como disse, não faço apologia a nenhum candidato, até porque não há nada definido sobre isso, nem mesmo há uma data para a eleição.

    Essa foi só uma coluna inicial, onde objetivo era tratar da diferença entre time e clube, muitas vezes esquecida por nós torcedores.

    Semana que vem escrevo mais sobre o desempenho do nosso time, espero poder comentar osbre uma bela vitória sobre o Flamengo.

    Abraços.

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  6. Luis Fernando Horta26 de janeiro de 2011 01:06

    Carlos, tavez você deva ler com um pouco mais atenção a coluna.

    Tratei justamente sobre a diferença entre time e clube. O presidente manda no clube, futebol incluído nisso.

    Mas não necessariamente ele deve ser o chefe do futebol.

    O caminho da profissionalização foi uma boa iniciativa do Dinamite, sem dúvida. Apesar do desempenho pífio dos times formados pelo manager Rodrigo Caetano, sua contratação foi uma ótima sacada da atual administração.

    Lamento apenas o preconceito com donos de mercado e postos de gasolina. Administrar bem pode não depender do tipo de empresa, já que delega-se poderes a pessoas que entendem do riscado.

    Mais uma vez obrigado. Luis.

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  7. Olha amigos, como colunista deste blog receio ter que alertar a vocês de que não há como retirar totalmente o Tôrico Mirando do Vasco por vários motivos, entre eles o fato de ter sido eleito presidente do Conselho de Beneméritos além de ser sócio benemérito do clube. Se o Tôrico não tivesse tanta força política no clube, talvez fosse possível retirar o título de benemérito dele e fazer o que ele fez várias vezes durante o seu mandato como presidente, que é a proibição de frequentar o clube e participar das reuniões dos Conselhos Deliberativo e Beneméritos. Mas como Tôrico ainda tem força política no clube, não há como fazer isso.
    O que precisamos é de um presidente que promova a união no clube, que no momento está rachada entre pessoal do Roberto, pessoal do Tôrico e do pessoal que não apóia nenhum dos dois, por vários motivos. Isso tira a força administrativa do clube e promove a bagunça que está o nosso clube na questão administrativa. Acho que o Luis, foi muito bem na sua coluna e não acho que vocês devem levar para o lado político.
    Se lembrem de uma coisa, Tôrico Miranda já é presidente do Conselho Deliberativo, mesmo após dizer várias vezes que não iria mais participar da política do Vasco, só que não foi bem assim. Não é porque o Horta é amigo dele que vai trazer pro Vasco o Tôrico de volta a política do clube, pois ele já voltou a participar da parte administrativa quando assumiu o cargo de presidente de beneméritos.
    Por isso acho que devemos ter alguém que promova união no clube, e sair um pouco dessa guerra política em que o clube vive.
    Não sou a favor de ninguém no momento, mas concerteza não votarei no Dinamite na eleição.

    Abraços

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  8. Fernando,

    A torcida do Vasco enxerga que o seu tio está coligado como Eurico Miranda, o maior câncer da história do Vasco.

    Se isso não é verdade como você afirma, diga a ele para vir a público e dizer abertamente que não está. Dizer que se for eleito o Eurico jamais irá participar de nada da gestão dele, principalmente em fazer contratos daquela natureza com a Habbib's.

    Porque ele não faz isso e acaba com essa "mentira"?

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  9. Caro Luis,

    Concordo com muito do que você falou, mas não com tudo. Não sou "euriquista" nem "robertista", sou Vasco, e quero o melhor para o clube. Não concordo com você quando disse que esta diretoria rebaixou o clube. Ela participou e contribuiu para isto, mas não só ela. O rebaixamento começou quando os desmandos, quebras de contrato e megalomania começaram a um tempo atrás. Esta diretoria entrou, melhorou algumas coisas, é inegável o avanço em marketing, mas em termos de futebol só fizeram o suficiente para ganhar uma série b, o que nem merece cometários. Sim, a diretoria anterior era mais zelosa com São Januário. O estádio era mais bem conservado e limpo. Mas fechou o clube e o tornou antipático, o que é um tiro no pé hoje em dia em que se depende de patrocínios até no céu da boca e em exposição da marca. Em relação a outros esportes você realmente acha que ter, por exemplo, uma equipe de boliche é necessário? Eu não acho. Até aquele cavalo, Baloubet du Rouet, era patrocinado pelo Vasco. Acho que o Vasco deve investir no que dá lucro, futebol, no que faz parte da nossa história, remo, e no que financiar por meios próprios. Hoje em dia não dá mais para se desperdiçar recursos no que não dá retorno. Para finalizar, queria que o espírito empreendedor,de união e amor daqueles portugueses, negros, nordestinos, enfim de todos os que amavam o Vasco no início do século 20 e que levantaram do nada São Januário e elevaram o clube as conquistas voltasse para as mentes daqueles que hoje brigam por si mesmos e por suas correntes políticas dentro do clube e que só contribuem para sua ruína. Abraço.

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  10. Bem pessoal estou vendo que todos tem uma unica direção, fazer o Vasco não somente ser campeão mais tambem em organizar a diretoria do vasco, olhe pessoal não sei dizer ao certo se Fernando Horta por ser amigo do Eurico queira trazer ele de volta, mais que temos que tirar o chapeu para a administração do cara temos, como tiravamos o chapeu para a suposta administração do Roberto, então em quem acreditar??? na verdade temos que ter nomes novos e com capacidade de ser forte, sim forte o bastante pra saber o que é certo tem que continuar e o que não traz lucratividade sim esses tem que se moldar a algo que nos traga lucro, e se não der ter coragem de tirar, ELIMINAR. Abraço.

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  11. Olá Luis, beleza?
    Me manda teu contato, e-mail. Quero te falar contigo.

    Abraços e Parabens pela coluna!

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  12. Luis,

    Acho que você se equivocou em sua coluna ao dizer que foi a gestão Roberto Dinamite que rebaixou o Vasco. O que, em minha visão, assim como na visão de muitos vascaínos, o que rebaixou o Vasco foram os anos e mais anos de descomprometimento com o clube, a falta de patrocínios, o endividamento constante, o desvio de verbas, a tirania, o rompimento desnecessário do ex presidente com os meios de comunicação, tornando o clube antipático e ficando fora do cenário nacional de onde o Vasco sempre esteve.
    Não estou querendo dizer que a gestão do Dinamite está isenta de culpa, longe disso... Dinamite assumiu o clube totalmente despreparado, tomando atitudes precipitadas e tolas, como a contratação de técnicos fracos, a falta da entrada de recursos que ele tanto pregou dizer que haveria assim que fosse eleito.
    Ou seja, o culpado pelo rebaixamento do Vasco foram as duas gestões.
    Mas também é evidente que a exposição da marca Vasco está crescendo novamente com o passar do tempo.
    Infelizmente, Dinamite continua pecando muito por ser altamente passivo, ser arriscar na contratação de reforços de peso, alegando que não possui ativo suficiente no clube para isso.
    Ou seja, o maior pecado da gestão Dinamite, ao meu ver, é não acreditar na própria força da marca Vasco, que eles próprios representam.

    No que tange as eleições e aos possiveis candidatos, acredito que o Horta não seja o candidato ideal, e um dos motivos é justamente a sua aliança com o Eurico Miranda. Por mais que ele não seja "pau mandado" como li nos comentarios acima, qualquer erro da gestão do Horta, caso eleito fosse, o torcedor do Vasco ligaria este possivel erro justamente com esta aliança ao Eurico, mesmo que ela não venha a existir.

    O ideal é o surgimento de um candidado de uma terceira via, como disse em uma de minhas colunas neste blog, onde o candidato não tivesse qualquer ligação com a gestão Dinamite, nem com a gestão do Eurico, e que este candidado apontasse os erros e qualidades de cada gestão, e mostrasse como melhorar a gestão do Vasco de forma coerente, e concreta.

    De qualquer forma, seja bem vindo ao blog, e sucesso nas suas colunas!!

    Flávio Frotté
    Colunista do Blog

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  13. Luis,

    No texto você procurar dar um tom apartidário, mas seu intento se perde a medida que no desenvolvimento da sua argumentação, de forma intencional ou não, se aproxima fortemente do discurso do Eurico e sua turma. Quando no final se lê seu nome completo, infelizmente, queira ou não queira, fosse ou não fosse sua intenção, a pretendida imparcialidade é prejudicada.

    Não que eu seja contrário aos conceitos expressos por você, defendidos pelo Eurico e por muito outros Cruzmaltinos, especialmente em relação à paixão que nutro pela Cruz de Malta, mas dentro do contexto soou com uma tentativa subliminar de defender a plataforma do Fernando Horta.

    Aliás, também não sou crítico do ato de expressar suas preferências, isso é direito inalienável de todos, apenas estou destacando que o texto é fortemente partidário e transmitiu tal, como muitos aqui já o fizeram.

    Como estamos às portas de eleições no Vasco, vivemos tempos extremamente conturbados politicamente, e dada o mote do seu texto, me permitirei fazer algumas considerações a seguir.

    Não tenho nada contra a pessoa do Fernando Horta, mas em qualquer lugar, e o Vasco não é exceção, o líder dependerá de apoio, mais especificamente de sustentação política, e se para vencer a sustentação vier do grupo ligado ao Eurico, não dá para pensar no Horta, porque a sua independência pessoal, ou de qualquer outra pessoa, não será suficiente para vencer o grupo, os compromisso políticos.

    O pior de tudo, alguém que venha com ligação ao grupo do Eurico, alimentará ou no mínimo manterá esse estado atual, que se caracteriza por extremo maniqueísmo, e isso está matando o Vasco.

    Antes que alguém diga que votar no grupo do Roberto também manterá a conturbação política, esclareço que tenho consciência disso, mas se no final tiver que escolher entre o grupo do Eurico e o do Roberto, ficarei com o “menos pior”, o do Roberto. É mais fácil corrigir incompetência.

    O Roberto não atendeu ao que se espera de um presidente do Vasco, mas sua eleição e administração foi um passo a frente da do Eurico, pensar no retorno do próprio ou da sua turma é retroceder.

    Estou no aguardo de uma proposta - chapa - que possa apontar para pacificação e evolução, até agora nenhuma das que se apresentaram como candidatas - Coelho/MUV e Horta/Casaca -, me agradam.

    A Cruzada que tem apresentado um bom discurso, comportamento excelente no papel de oposição, ainda não confirmou se vai, como vai, e com quem vai. Há notícias que até o dia 12/02/2011 apresentarão o plano de governo. Vamos aguardar.

    Abraços Cruzmaltinos,

    Claudio

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  14. Concordo com tudo que o Cláudio escreveu.
    Onde assino?
    Queremos uma terceira opção! Horta/Eurico, Dinamite e Coelho NUNCA MAIS!

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  15. Alguem poderia colocar nomes então??

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  16. WELLINGTON S.R.ROCHA26 de janeiro de 2011 22:48

    A terceira opção é um vascaino de vardade

    Edmundo Alves de souza neto.

    esse tem a capacidade de organizar a diretoria
    do vasco da gama.

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  17. Luis Fernando Horta27 de janeiro de 2011 00:30

    Obrigado a todos pelos ocmentários!!!

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  18. Luis Fernando Horta27 de janeiro de 2011 00:31

    Carlos Gregório, meu email é luisfernandohorta@hotmail.com

    Vamos manter contato.

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  19. Luis Fernando Horta27 de janeiro de 2011 00:33

    Lívia, pegou pesado hein? Hahaha. Espere primeiro a definição das chapas, as propostas, a discussão de idéias.....aí sim tire suas conclusões.

    Mesmo sendo parente, posso garantir que farei o mesmo. Vasco acima de tudo.

    Abs.

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