Mostrando postagens com marcador Luana Saud. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luana Saud. Mostrar todas as postagens

20 janeiro 2011

Marlone: Esperança de um futuro melhor

Foto: Netvasco.com.br (reprodução)


Por: Carlos Gregório Junior (@CarlosGregJr) e Luana Saud (@LuanaSaud)


Se existe uma palavra que pode resumir o nosso entrevistado de hoje, ela é LUTADOR. Natural de Augustinópolis-TO, o jovem Marlone possui sete anos de Vasco e conhece como poucos o ambiente do clube. Quem hoje o vê brilhando nos gramados com a camisa cruzmaltina não imagina as inúmeras dificuldades que ele passou até alcançar esse patamar.


Após deixar sua família para tentar a sorte no Rio de Janeiro, o tocantinense sofreu muito com a distância e por muitas vezes não conseguia demonstrar seu futebol dentro de campo por conta dessa saudade. Foi aí que o destino colocou alguém no caminho do garoto ‘Russo’ e não foi qualquer um; foi alguém que o ajudou a superar todas as dificuldades enfrentadas dentro e fora do clube, foi Jesus.


Foi com ajuda dele que Marlone conseguiu superar a falta de oportunidades no ano de 2008 e deu a volta por cima no ano de 2009, ajudado também pelo então técnico da equipe profissional, Dorival Júnior, que encantou-se com o talento do jovem. Talvez, se o treinador campeão da Série B pelo Gigante da Colina não tivesse ordenado que o clube fizesse um contrato profissional com ele, o atual camisa 10 dos juniores poderia estar brilhando com a camisa de outro clube.


Felizmente isso não aconteceu e hoje o Vasco tem em suas mãos uma jovem de grande futuro. Um garoto totalmente identificado com o clube, um moleque que viveu infância e terminou seus estudos dentro do complexo de São Januário e, principalmente, que ama o clube e cultiva um sonho que poucos cultivam hoje em dia: retribuir com títulos tudo o que o clube fez por ele.


Antes de tudo, gostaríamos que você nos falasse um pouco sobre sua trajetória. Sabemos que atuou ao lado do Philippe Coutinho, que hoje brilha nos gramados europeus. Onde você começou a jogar? Quem sempre te apoiou nesse sonho? E o que te fez escolher esse caminho?


Eu cheguei no Vasco aos 13 anos e estou até hoje, graças a Deus. Comecei na escolinha que se chama Grêmio Esperança, lá em Augustinópolis-To. Minha família sempre acreditou em mim e, apesar de passar por tantas dificuldades longe deles, graças a Deus, estou vivendo esse momento maravilho na minha vida. A escolha foi minha mesmo. Eu jogava só pelada, daí meu pai me viu e o meu primeiro treinador, que se chama Adão Carreiro, começou a me treinar.


Marlone em momento de oração na concentração do Vasco (Foto: Arquivo Pessoal)


Você chegou ao Vasco no ano de 2006, estudou no colégio do clube e passou por todas as categorias desde o infantil. Podemos dizer então que o Vasco fez parte do seu crescimento tanto como pessoa quanto como atleta. O que o Gigante da Colina representa para você?


O Vasco representa para mim um grande professor e um grande pai, que me acolheu como um filho. Eu tenho um amor muito grande pelo o Vasco.


No início de 2010 você renovou contrato com o clube até 2013 e até lá você já deverá possuir idade de profissional. O que você pretende fazer para garantir uma vaga na equipe principal até lá?


Eu pretendo dar o meu melhor, me esforçando, trabalhando com humildade e respeitando o trabalho de cada atleta. Dessa forma, espero ter minha oportunidade na equipe principal do Vasco, que é o meu sonho.


Você é um tipo de atleta que dribla e passa a bola muito bem, uma característica que traz boas lembranças aos vascaínos. Na última década, os torcedores se apaixonaram por um jogador franzino, que possui um físico igual ao seu: Pedrinho. Você alguma vez já foi comparado com esse jogador?


Não, eu já fui comparado com o estilo de Kaká e com o Ademir da Guia. O do KaKá e porque ele é objetivo e usa muito as arrancadas; Já com o Ademir é por causa da aparência e do estilo de jogar em pé, de cabeça erguida.


Ao chegar ao Vasco você atuou muitas partidas como lateral-direito. Hoje você é o camisa 10 da equipe sub-20 e houve uma mudança radical no seu posicionamento em campo. Conte para a torcida vascaína como ocorreu essa mudança e qual treinador foi responsável por ele. Aproveitando, fale um pouco sobre como você gosta de jogar.


Não, foi até boa essa minha experiência como ala, pois aprendi a marcar. Quem me colocou foi o treinador Marcos Alexandre no infantil. Em 2008, o treinador Tornado, atual técnico do juvenil do Vasco, começou a me usar de meia, que é minha posição de origem, e a partir daí, graças a Deus, foi dando tudo certo. Quando o professor me mandou jogar pela direita, o campo não estava ajudando no meu estilo de jogo e sempre colocavam marcação individual em mim, mas isso é do futebol. Eu gosto de jogar em direção ao gol, Simples e objetivo.


Marlone em ação contra o Flamengo (Foto: Blog de Base)


Gostaria de fazer história num clube como o Vasco ou seguiria o sonho de ir para a Europa numa oportunidade? E qual é o clube dos seus sonhos?


Eu gostaria primeiro de fazer uma historia aqui no Vasco, e depois ir para a Europa. Eu tenho muito carinho pelo o Vasco, sempre foi um pai para mim, por isso que tenho esse pensamento. Real Madrid e Barcelona.


Quais são os seus ídolos no futebol e na vida? E qual o jogador que você admira no atual elenco? Prefere ser chamado de ‘Russo’, teu apelido no clube, ou de Marlone?


Eu admiro muito o Kaká e o Zidane. No atual elenco eu admiro alguns como o Luciano, o Washinton, o Arthur e o Elivelton. Eu gostaria de ser chamado de Marlone mesmo.


Ao longo de todo esse tempo no Vasco, quais foram os melhores momentos e os piores que você viveu? E como você avalia as categorias de base do clube?


Os meus melhores momentos foram em 2007 e agora em 2011. O meu pior foi em 2008, onde eu era ‘baba da baba’; enquanto eu treinava, o treinador ficava lendo jornal e às vezes nem me colocava para treinar. E eu apesar de estar longe de casa, sem ninguém do lado, aguentei ser pisado e humilhado no ano todo. Mas Deus me ergueu e hoje estou aqui vivendo esse momento especial na minha vida. E as categorias de base do Vasco sempre foram competentes e muito disciplinadas, não só para ser um bom jogador, e sim um homem.


Enquanto Dorival Junior esteve no clube, você foi bastante elogiado por ele e chegou até a participar de alguns treinamentos com a equipe de cima. Qual a importância desse treinador e desse ‘reconhecimento’ para a sua carreira?


Falar do Dorival Junior é sempre um prazer pela personalidade que ele tem e pelo seu caráter. Eu estava de titular no juvenil e alguns jogadores que estavam no banco já tinham assinando contrato profissional e eu não. Aí, num belo dia, teve um treino na equipe principal; o Dorival me viu pela manhã e gostou; logo a tarde tinha um amistoso contra a seleção de Nicarágua e eu fui bem, graças à Deus. Ele gostou do meu estilo e já mandou assinarem um contrato profissional comigo. Depois disso, começou a me chamar parar amistosos do profissional.


Marlone ao lado do amigo Carlos Alberto, em 2008 (Foto: Marcelo Sadio- Vasco)


Quais as maiores dificuldades que você enfrentou ao longo da tua carreira? Se pudesse voltar no tempo, o que você faria de diferente? Se pudesse escrever o seu futuro, o que você escreveria?


A maior dificuldade foi ficar esse seis anos longe da família, passava os dias das mães longe de casa, os dias do pais, meu aniversário, ainda mais humilhações longe da minha família, e quando vinha a enfermidade eu sentia muita falta dos meus pais do meu lado. Coisas que me desanimavam, mas Deus sempre me dava força! Eu mudaria algumas atitudes minhas... E se eu pudesse escrever o meu futuro, me escreveria sendo um grande jogador do Vasco, um grande homem, dando uma vida melhor para minha família e ajudando na obra de Deus.


Por fim, mande uma mensagem para a torcida vascaína.


Quero falar para a torcida vascaína que não sou nenhum fenômeno, mas sim um garoto que está apenas trabalhando para ganhar seu espaço na equipe principal. Pretendo ganhar grandes títulos na equipe profissional do Vasco e dar muitas alegrias a essa torcida maravilhosa.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgH0fnNpRMfndbReDczNlV0nFbX_vvX20M4XbnwTtnUD-KdJ6_xVfhDc8koYW1sGdUvZy8OmLXKChXJZs3gkp7FTEXQY2TtYUnCoiuru01dTiQmRG2fpQMEI2xxGH5dR9nQWowS2Qg__MQ/s1600/Marlone.jpg

20 novembro 2010

Anderson Vital, o Dedé além do futebol

Por: Carlos Gregório Júnior (@CarlosGregJr) e Luana Saud (@LuanaSaud)


A torcida votou e escolheu Dedé como o representante do Vasco no prêmio ‘Craque da Galera’. As exuberantes exibições do jogador ao longo da temporada foram, sem dúvida, fator determinante para essa decisão.


Sabendo de todo carinho dos cruzmaltinos para com o seu novo Xodó, o Blog O Sentimento Não Para preparou uma matéria especial. Nela, o Dedé é deixado um pouco de lado e quem entra em ação é o Anderson Vital, em quem o camisa 26 se transforma nas horas ‘vagas’.

O ‘Especial Dedé’ conta com opiniões de pessoas próximas ao jogador e com fotos exclusivas do dia-a-dia do atleta, do homem. Está curioso para conhecer o Anderson Vital? Então, não deixe de ler nenhuma palavra que esteja escrita abaixo:


O início e o episódio que quase estragou tudo


Dedé em sua primeira partida como profissional (Foto: Arquivo Pessoal)

Foi desarmando seus obstáculos da mesma forma que desarma seus adversários que Dedé conseguiu se tornar o que é hoje. O início de sua carreira não foi fácil e tudo poderia ter ido por água abaixo em 2007, quando o jogador acabou sendo dispensado do Volta Redonda. Na época, o então presidente do Voltaço, Rogério Loureiro, alegou que o atleta havia ido para um baile e chegado atrasado na concentração.


O atual camisa 26 do Vasco ficou transtornado com a situação e chegou a dar declarações dizendo que o que estavam fazendo com ele era uma injustiça. De fato, o zagueiro estava certo e a diretoria do Voltaço corrigiu o erro ao reintegrá-lo ao elenco alguns dias depois.


Demorou um pouco, mas Dedé justificou a aposta. Após fazer um ano de 2008 muito bom, o zagueiro fez um 2009 melhor ainda e se tornou uma das revelações do Campeonato Carioca. Tal feito fez com que o jogador passasse a ser cobiçado por vários clubes do futebol brasileiro, dentre eles Santos e Flamengo. Felizmente, para os vascaínos, ele escolheu o clube de São Januário para seguir sua carreira e, após um 2009 apagado, hoje brilha com a camisa do Gigante da Colina.


Um Dedé que poucos conhecem


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaZ47yholSlSJrY9wQLmny_YF-UaTXPsG1_xhLrXCFFhgyRysGHEwDLs0Sk7fUO0hFaX4uoOFTfO2H5vV3Zu3Dh_hXiVuHiUJ-qeprR6M4KGmsJr-ayLu7DWIj5tWuYCpA1uTDgttUY4w/s1600/dede12.jpg

Dedé tocando 'Tantan' e posando ao lado de sua namorada Patrícia Gonçalves

(Fotos: Arquivo Pessoal)

Hoje ele é um dos grandes nomes do elenco vascaíno, um dos melhores zagueiros em atividade no Brasil e um exemplo de superação e humildade. Grande parte da torcida conhece esses atributos de Dedé, o novo xerife da zaga vascaína.


O jovem jogador, que por pouco não desembarcou no futebol italiano em 2008, renovou recentemente seu contrato como Vasco até o ano de 2014. Apontado como um das maiores promessas da posição, ele é de longe um dos atletas mais queridos dentro de São Januário.


E o que Dedé teria de tão bom para agradar tanto as pessoas? Em busca dessa resposta, entramos em contato com alguém próximo ao jogador, alguém que o conhece como ninguém. Esse alguém é nada mais, nada menos, que a namorada do atleta, Patrícia Gonçalves, com quem ele namora há mais de dois anos, e que o ‘resumiu’ da seguinte forma:

Posso resumir o Dedé com a seguinte palavra: guerreiro. Ele é uma pessoa muito amiga, brincalhona, e no fundo ainda é um molecão. Com as mudanças em sua vida, ele foi obrigado a adquirir maturidade e ainda mais responsabilidade com muita rapidez. É muito ajuizado em relação a companhias e locais a frequentar. Não gosta de bebida alcoólica, mas adora refrigerante (de preferência, Fanta) e suco de frutas. Não dispensa um churrasco, gosta de mocotó, bife de fígado, fast food, etc.


Ele é um tipo de cara que alegra o ambiente. É super discreto, mas quando se reúne com os amigos e família ele vira a pessoa mais extrovertida do mundo. Quer fazer a felicidade dele, é reunir os amigos do bairro junto com a família dele, é risada o tempo todo. Ama ouvir pagode e samba de raiz mesmo, principalmente dentro do carro. Gosta de Diogo Nogueira, Sensação, Revelação, Reinaldo, Bom Gosto e muitos outros. Ah, e ainda quebra o galho no ‘Tantan’ (instrumento musical).


Ele não gosta de brigar, evita ao máximo qualquer discussão e é incapaz de destratar alguém. É daquele tipo que resolve tudo na conversa ou até mesmo no silêncio. É a educação em pessoa. Sua família sempre em primeiro plano, tudo que faz é para seus pais e irmãos. Lutou com muita dignidade e paciência para chegar aonde chegou, sempre exaltando todos os seus parceiros de time.


Adora filmes de luta e detesta terror (às vezes tenho que ver sozinha porque ele não gosta). Amou o último Tropa de Elite que vimos. Na concentração além de conversar e fazer orações com o elenco, ele fica jogando sinuca na internet. No Rio, adotou a família do lateral Ernani, ele adora sua esposa e seu filho, são pessoas muito especiais! Ah, quer o ver ter crise de riso? É só colocar o DVD dos Melhores do Mundo - Hemanoteu na terra de Godah ou então colocar o cd de pegadinhas do Mução! (risos).


Resumindo: ele é uma pessoa extremamente calma, família, molecão, educado e tem um carinho muito grande pelos torcedores do Vasco da Gama. Enfim, é isso. Dedé é dono de milhões de qualidades.”


Um Dedé que os companheiros admiram


Dedé em mais um dia treinamento em São Januário (Foto: Arquivo Pessoal)


A importância de Dedé hoje no elenco do Vasco vai muito além das belas exibições dentro de campo. Fora dele, o camisa 26 se tornou um exemplo de perseverança e de sucesso. Isso fica evidente nas declarações de alguns setoristas e jovens do elenco vascaíno:


“O Dedé é gente boa pra caramba, humilde demais, brincalhão… Sincero, se tiver de falar na sua cara, ele fala! E eu me espelho nele sim, com certeza. Além de ser meu amigo, gosto do futebol dele, da garra quando está jogando. Eu desejo todo o sucesso do mundo e que ele continue sendo essa pessoa gente fina, que ele vai muito além do que imagina” - (Genílson, jovem zagueiro do Vasco).


Dedé é parceiro, humilde para caramba e um cara que merece tudo o que está acontecendo com ele. Sempre lutou muito para conquistar o espaço dele e sempre disse que quando entrasse não iria sair. Era um cara preparado, por isso tá fazendo esse Campeonato muito bom hoje” - (Max, lateral-direito do Vasco).


"O Dedé pra mim não é um amigo e sim um irmão! Me espelho muito nele, pela sua história e pela sua batalha. Hoje ele colhe os frutos! Glórias a DEUS pela vida dele, porque ele é um exemplo de humildade. Enfim, gosto muito e desejo tudo de melhor na carreira dele, porque ele merece muito!"- (Renato Augusto, volante do Vasco).


“A primeira vez que vi o Dedé, ele jogava pelo Volta Redonda contra o Flamengo e era muito parecido com Júnior Baiano. Hoje o cara tem personalidade própria. Cresceu por mérito próprio. Foi renegado no Vasco, estava pra sair na barca e, suando muito, agora é ídolo! Dedé é exemplo de um monte de coisa. De perseverança, de humildade, de esforço pessoal... Vive grande fase e ainda tem muita margem pra crescer. Se o Vasco arrumar um Mauro Galvão para jogar com ele, certamente Dedé será seleção. Um pouco mais de experiência e autoconfiança, ele decola!”- (Jorge Eduardo, repórter da Rádio Globo).


“Um jogador que evoluiu muito durante o Campeonato Brasileiro. Possui muitas qualidades. Sabe se antecipar e tem o tempo da bola, faz bons passes e é muito eficiente nas bolas aéreas. O Dedé tem outra virtude que precisa ser mais explorada: ele cobra muito bem faltas de pequena e média distância. Precisa treinar bem esse fundamento e se sentir seguro diante dos jogadores mais renomados, na hora de pegar a bola pra bater.”- (Rodrigo Campos, setorista do Vasco em 2009 e repórter da Rádio Manchete).


Dedé por Dedé


Dedé recebendo o prêmio de destaque no Carioca 2009 (Foto: Arquivo Pessoal)


Se amigos, companheiros, jornalistas e até a própria namorada do Dedé deram declarações a seu respeito, as palavras dele não poderiam faltar. Por conta disso, procuramos o jogador para bater um papo e, ao término dele, conseguimos decifrar o segredo do sucesso do camisa 26: HUMILDADE! Quer saber o por quê? Então preste atenção em cada uma das respostas do Mito, pois você descobrirá porque ‘todos têm zagueiros, mas só o Vasco tem Dedé’.


Como é do conhecimento de grande parte dos vascaínos, você não é um jogador oriundo das categorias de base do clube, mesmo sendo muito jovem. Foi no Volta Redonda, time da sua cidade, que você começou a jogar profissionalmente. Com base nessa constatação, gostaria que você me falasse um pouco sobre o início da sua carreira; Por quais clubes você passou? Quem sempre te apoiou nesse sonho?


Assim, comecei no Volta Redonda, onde fiz a minha base até chegar ao profissional, e em novembro de 2005 comecei a treinar com os profissionais e assinei meu primeiro contrato. Fui emprestado em maio de 2006 para o Fluminense e voltei em janeiro de 2007 para o Voltaço, onde continuei minha caminhada. Nos profissionais do Volta Redonda, eu só treinava e jogava nos juniores, mas em 2008 tive minha primeira oportunidade de jogar no profissional e me destaquei. Com isso, fui fazer um teste no Udinese da Itália, mas não deu certo e voltei em uma semana. Quando voltei, disputei em 2009 o Carioca e fui uns dos destaques do campeonato. Daí, fui para o Vasco, onde permaneço até hoje, Graças a Deus.


Você chegou ao Vasco como uma das grandes revelações do Campeonato Carioca do ano de 2009, mas demorou um pouco para se firmar e só nesse ano você conseguiu a titularidade. Como você conviveu com as críticas e com a desconfiança da torcida ao longo desse tempo todo?


Eu considerava tudo quanto era desconfiança e crítica, mas procurava não me abalar, pois sempre acreditei em mim. Na época, não tive quase nenhuma oportunidade... Esperei com toda a paciência e sempre treinando muito, ai surgiu a minha oportunidade e Graças a Deus ta indo bem legal ate hoje. (risos)


E hoje, como você analisa sua fase atual? Acha que vive o melhor momento da sua carreira?


É verdade, está tudo andando bem, Graças a Deus. Procuro trabalhar bem sério e forte. (risos) Estou muito feliz, com certeza é minha melhor fase.


As suas belas atuações no Campeonato Brasileiro (é o maior roubador de bolas da competição), para muitos especialistas, o colocam como postulante a uma vaga na seleção do técnico Mano Menezes. Com base, nisso pergunto: Você se sente preparado para vestir a camisa mais importante do futebol mundial, a camisa amarela da Seleção Brasileira?


Lógico que sim, e isso é um objetivo, o meu maior sonho como atleta.


Como se sente ao saber que hoje você é um dos maiores ídolos da torcida vascaína, que há muito tempo sofre com a falta de títulos e de jogadores identificados com o clube? Ainda em relação ao carinho da torcida, nos diga o que achou do #DedéFacts e o que pensa ao ser chamado de “Mito”.


Isso é muito legal, porque é sempre bom a gente ser elogiado e eu estou muito feliz mesmo com tudo que está passando na minha vida no Vasco.

Como já relatamos na pergunta anterior, o Vasco está há um bom tempo sem conquistar um título importante. Claro que as dificuldades e os problemas que o clube possui não serão resolvidos de uma hora para outra, mas em sua opinião, esse elenco do Vasco é capaz de dar alegrias ao torcedor no ano de 2011?


É sim, é um grupo muito bom de excelentes jogadores. Com esse elenco para o ano que vem, o time vai lutar pra conquistar os principais títulos.


Saindo um pouco do lado profissional, gostaria que você nos falasse quem é o Dedé que os familiares e os amigos mais próximos conhecem. Enfim, quem é o Dedé?


Eu sou muito divertido, palhação mesmo... Feliz demais, vivo rindo! Adoro ouvir um pagode de raiz e assistir a filmes de lutas. (risos)


Quem teve a oportunidade de acompanhar um treino do Vasco deve ter notado que você tem um relacionamento muito bom com os funcionários. Gostaria que você falasse um pouco sobre isso? Qual a importância deles para o sucesso do clube?


Verdade, eu tenho eles como amigos também. Como os atletas, eles sempre apóiam, na hora certa também brincam com todos... Muito legais mesmo!


Você, Rodrigo Caetano e seu empresário Fred Souza já confirmaram sua permanência no Vasco até o ano de 2014. O que te levou a tomar essa decisão de permanecer? A torcida ou a vontade de fazer história no clube foram fatores determinantes?


Tudo... O Vasco abriu as portas pra mim quando eu estava no Volta Redonda, vim pra cá, fui muito bem recebido e isso aqui passou a ser minha família. O acordo de contrato foi muito bom e a torcida me ajudando também é ótimo! (risos)


Por fim, gostaria que você mandasse uma mensagem para a torcida vascaína, que a cada dia que passa gosta mais do seu futebol e da pessoa que você é.


Quero que saibam que estou muito feliz e estou com eles até o final! (risos).


Fotos Exclusivas




contador de acessos grátis