31 julho 2011

Futebol é coletivo não individual!

Saudações, amigos leitores!


Em um jogo emocionante e disputado, o Vasco finalmente voltou a vencer o São Paulo em pleno Morumbi, um estádio que sempre nos deu alegrias e onde conquistamos tantas vitórias sobre nosso eterno freguês que há tempos não nos dava o gosto de vossa freguesia. Mas hoje foi diferente. Venceu quem foi mais time, quem jogou melhor coletivamente, quem arriscou mais e principalmente quem foi mais organizado em campo.
O São Paulo jogou muito dependente do individualismo de Lucas, seu principal craque e de uma possível jogada brilhante do experiente Rivaldo. Porém o time paulista não teve organização tática em campo e ao invés das trocas de passes no ataque, a bola sempre passava nos pés de Dagoberto e Lucas, que durante o primeiro tempo enquanto ainda não haviam cansado e contando com a demora do Vasco para se acertar no jogo, conseguiam criar algumas jogadas de perigo, mas sempre esbarrando na muralha da colina chamada Fernando Prass, que fez um ótimo primeiro tempo mas foi pouco exigido no segundo.
O Vasco demorou a entrar no jogo, algo que vem se tornando costume do Trem-Bala da colina. Ricardo Gomes precisa cobrar de seus jogadores mais atenção no início do jogo e o capitão Juninho Pernambucano, juntamente com a liderança que Felipe tem no grupo, precisam instigar mais essa atenção para que o time entre sempre ligado no jogo pois isso aconteceu nos últimos dois jogos. Assim que o time acordou, começou a aparecer o entrosamento do time de São Januário e aos poucos, deu uma aula de como jogar futebol ao São Paulo. Passou a trocar mais passes no meio campo, adiantou a marcação dificultando a saída de bola do adversário mas pecava no último passe. Após a volta do intervalo, Ricardo Gomes corrigiu alguns erros de posicionamento da defesa e principalmente do meio campo, mas foi obrigado a substituir Juninho (que vinha fazendo uma partida razoável) por Felipe devido a dores sentidas pelo reizinho. De certa forma, a entrada de Felipe facilitou mais o funcionamento da já conhecida tática de contra-ataque do Vasco quando joga fora de casa. Sempre se defendendo bem e pouco agredido pelo São Paulo, o trem-bala da colina não demorou muito para fazer seu primeiro gol. Em uma roubada de bola perfeita de Dedé que tocou para Julinho, mostrando toda sua categoria e visão de jogo, lançou Diego Souza e craque como é, percebeu Éder Luís livre na ponta direita e deu uma bela enfiada de bola. Éder Luís que tinha melhorado no segundo tempo, dominou invadiu a área e fuzilou o gol de Rogério Ceni, UM GOLAÇO! O gol desequilibrou os nervos do time paulista, que se perdeu em campo. Se no primeiro tempo dependia muito do futebol de Lucas e Dagoberto, no segundo tempo com Lucas muito bem marcado por Dedé e Dagoberto sem encontrar espaços na bem postada defesa cruzmaltina, passou a insistir no jogo aéreo mas Dedé foi soberano na zaga e contava com o auxílio do ótimo volante Jumar e da bela atuação de Rômulo, que fez ótima partida pelo segundo jogo seguido. Ao Vasco, coube administrar o jogo com toda sua experiência, pois tocava a bola com tranquilidade e contava com a excelente partida de Diego Souza, que foi sem dúvidas o melhor em campo e foi justamente em uma de suas arrancadas, que saiu a jogada do segundo gol cruzmaltino. Na segunda bola de calcanhar de Diego Souza para Jumar, o volante que a essa altura do jogo estava atuando como lateral, fez uma bela tabela com Felipe que foi premiado com um belo chute no ângulo, deixando Rogério Ceni sem reação no lance. Mais um golaço, digno do craque que é Felipe!
A partir daí, bastou segurar a bola sempre no campo de ataque com Leandro e Diego Souza para aguardar o apito final e finalmente comemorar mais uma vitória em pleno Morumbi, que desde 2002 não via um show do Gigante da Colina. Venceu o time que melhor tocou a bola, que mais tabelas fez e que mais agrediu o adversário. Sempre se defendendo bem, porém sem estar retrancado saindo em contra-ataque e cadenciando o jogo com seu toque de bola. Enfim, venceu o time que jogou futebol coletivamente e não apostando apenas na individualidade de seus jogadores.

Atuações dos jogadores:

Fernando Prass: Foi muito bem quando exigido e passou segurança a zaga cruzmaltina. Nota 8,0
Fágner: Infelizmente não vem passando por um bom momento, errando quase tudo que faz mas sem mostrar aquele futebol que o tornou unanimidade entre a torcida. Fez uma atuação razoável tanto na marcação quanto no apoio ao ataque. Nota 6,0
Dedé: Foi soberano na defesa. Marcou muito bem Lucas e foi sempre leal nas roubadas de bola. Muito seguro nas bolas aéreas como sempre, seu melhor fundamento. Nota 9,0
Anderson Martins: Fez uma boa atuação e foi seguro na marcação, apesar de alguns vacilos ao tentar alguns lançamentos para o ataque. Nota 7,0
Julinho: Fez uma excelente partida, principalmente no segundo tempo. Provou que deve ser o titular na lateral esquerda ao invés de Márcio Careca. Sempre com muita categoria e visão de jogo, ajudou Diego Souza na armação das jogadas de ataque e foi não comprometeu na defesa. Nota 8,5 saiu para entrada de Eduardo Costa: Entrou bem no jogo com muita vontade, protegendo bem a zaga e prendendo a bola como pôde. Nota 5,0
Rômulo: Excelente partida! Dessa vez foi digno de elogios assim como na última quinta-feira. Participou bem do jogo, foi firme e seguro na marcação. Apesar de errar alguns passes bobos, se entendeu bem com Jumar ao seu lado. Nota 8,0
Jumar: Achamos um novo Amaral(time de 2000), incansável em campo, fez sua melhor atuação pelo Vasco até o momento. Sempre firme na marcação e muito bem nas bolas aéreas, errou poucos passes e ainda demonstrou polivalência jogando na lateral esquerda no final do jogo, quando fez uma excelente tabela com Felipe e foi premiado com o passe para o 2° gol do jogo. Mostrou que deve ser titular do time. Nota 8,5
Juninho Pernambucano: Vinha fazendo uma partida razoável até sentir dores e sair por precaução. Foi perigoso nas cobranças de escanteio. Nota 6,5 saiu para a entrada de Felipe: Demorou um pouco, mas entrou bem no jogo. Deu mais qualidade nos passes e um maior entrosamento ao meio campo. Após bela tabela com Jumar, foi premiado com um golaço que matou o jogo. Nota 7,5
Diego Souza: Foi o melhor em campo, principalmente pelo que jogou no segundo tempo. Levou os adversários a loucura com suas arrancadas, sempre perigosas e foi muito bem nos passes. Deu passe para o primeiro gol e armou a jogada do segundo. Se manter este nível de atuações é titular absoluto. Nota 9,5
Éder Luís: Não esteve bem no primeiro tempo, mas melhorou bastante após o intervalo. Foi sempre perigoso na ponta direita e foi premiado com um golaço em um belo chute no ângulo, indefensável. Segurou a bola quando necessário. Nota 7,5 saiu para entrada de Leandro: Apesar de estar fora de forma, entrou com muita vontade e segurou bem a bola no ataque quando necessário. Nota 6,0
Alecsandro: Muito mal no jogo inteiro. Tentava prender a bola no campo de ataque mas não conseguia, sempre se enrolando com a bola ou jogando para trás com a bola dominada. Passou vergonha ao tomar um drible de Rodolfo que o deixou sentado no chão no primeiro tempo e foi uma peça nula no ataque. Demonstrou vontade pelo menos. Não justifica sua posição de titular. Nota 4,5

Ricardo Gomes: Armou muito bem o time e parece ter encontrado a dupla de volantes ideal, com Rômulo e Jumar, além de ser premiado com a ótima subida de produção de Rômulo nos últimos dois jogos. Substituiu bem, mas poderia ter colocado o Élton no segundo tempo, já que Alecsandro cansou no final do jogo. Nota 8,5




Saudações Vascaínas,


Abraços.


Marcio Cesar
Email: marciodreux@bol.com.br

3 comentários:

  1. Ainda acho que Alecsandro teve boa participação. Prendeu a bola no ataque, voltava para marcar e receber, dificultava a saída do São Paulo... enfim, exceto o gol, fez todo o papel de um centro avante.

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  2. Caro amigo, ele tentou mas não conseguiu ser efetivo e quando prendeu a bola não foi objetivo, sempre vinha com a bola em direção ao campo de defesa ao invés de ir em direção ao campo de ataque ou passar a bola para algum companheiro e se apresentar para tabela. Pelo menos mostrou vontade.

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