03 outubro 2010

"O Time da Virada, o Time do Amor!"

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Assim como em outras épocas, a frase acima foi entoada na última sexta-feira em São Januário. Após uma recuperação incrível, o Gigante da Colina virou para cima do Goiás e hoje já sonha com coisas mais altas no Campeonato Brasileiro. O placar foi 3 a 2, com mais uma bela partida do lateral-direito Fágner e do atacante Éder Luís.

O jogo no início não parecia que seria complicado, muito pelo contrário, pois o Gigante dominava a partida e estava próximo de abrir o placar. Felipe, mais solto e mais preparado, comandava o meio-campo e era o responsável pelas principais jogadas de perigo do lado vascaíno. Foi aí que apareceu mais uma vez Titi para estragar tudo; Após belo lançamento de Marcão, o zagueiro falhou bisonhamente e a bola sobrou para o atacante Felipe estufar as redes do goleiro Fernando Prass.

O gol goiano colocou uma pressão a mais na equipe vascaína, que foi a frente e empatou minutos depois com Éder Luís, após passe sensacional de Zé Roberto. Nesse momento parecia que as coisas finalmente ficariam fáceis para o Vasco. Parecia, pois minutos a defesa vascaína vacilou e o Goiás mais uma vez passou a frente com o gol de Jhones.

Em desvantagem no placar, o Vasco mais uma vez foi a frente, mas não conseguiu empatar a partida na primeira etapa. Para completar a torcida estava impaciente, pegando no pé principalmente do zagueiro Titi, e Felipe, melhor jogador da equipe até então, saiu do campo machucado para a entrada do garoto Jonathan.

Sem Felipe, o Vasco iniciou a segunda etapa também sem o zagueiro Titi, substituido por Cesinha. Sem o camisa 13, a defesa ficou mais protegida e os homens tiveram mais liberdade para atacar, principalmente com Fágner pelo lado direito. Por falar em Fágner, foi em uma de suas subidas que o Vasco conseguiu empatar a partida; Após cruzamento do camisa 23, o jovem Max mandou um foguete indefensável para o goleiro Harley, marcou seu primeiro gol com a profissional e o de 1500 do Vasco na história dos Campeonatos Brasileiros.

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O gol facilitou a vida dos comandados do técnico PC Gusmão, que a essa altura já tinha colocado em campo o garoto Allan na vaga do apagado Rafael Coelho, outro que saiu vaiado. Com Allan, o Vasco passou a criar mais jogadas de perigo e por pouco não virou o placar com Éder Luís e Zé Roberto. Por falar no camisa 10, foi dele o gol que deu a segunda vitória consecutiva ao Vasco no Campeonato Brasileiro. Esse surgiu após bela recuperação de bola do zagueiro Cesinha, que evitou a saída pela lateral e tocou para Fágner. Rápido como sempre, o lateral vascaíno passou para Éder Luís, que de primeira cruzou para Zé Roberto tirar o marcador e fuzilar as redes do goleiro Harley.

A partir daí foi só segurar o resultado, esperar o fim da partida e ao término dela comemorar. Por falar em comemorar, já fazia um bom tempo que não via uma comemoração tão emocionante. No final, todos se abraçaram e mostraram a muitos que o Vasco é uma família, onde todos se entendem, se cobram e correm atrás de um mesmo objetivo, que nesse momento é consolidar a vaga vascaína na Copa Sul-americana. Muitos falam em Libertadores, até comentei sobre isso aqui e disse que iríamos, mas no momento atual nosso objetivo é a Sul-americano. Se conseguirmos nos consolidar rapidamente e chegarmos na reta final com chances de Libertadores, aí sim passaremos a trabalhar com esse objetivo!

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Parabéns aos Guerreiros da Colina, que viraram a partida contra o Goiás, e ao meu parceiro Max, que fez seu primeiro gol com a camisa do Vasco!

Abraços e Saudações Vascaínas

Carlos Junior- (twitter:@CarlosGregJr)


4 comentários:

  1. Minha história com o Vasco tem alguns fundamentos e paralelos com minha vida.
    Eu nascí em 12 de julho de 1960, 53 dias após meu nascimento fui atropelado em Bonsucesso, dentro do carrinho de bebê, quando minha mãe se encaminha com minha tia e madrinha ao cabeleleiro.Tive 3 fraturas de crânio e oito costelas quebradas e algumas escoriações. Para alguém que estava no mundo a menos de 2 meses, já comecei bem. Rsrs.Fui socorrido por um Vascaíno,empresário, ex-proprietário da Miriam na Av. Brasil, que inclusive bancou as despesas hospitalares. Na época meu pai trabalhava com o SR. João Silva -Vice Presidente do Vasco.Meu saudoso pai, era um Vascaíno ferrenho.Quando criança lembro-me que lá em casa tinha as luvas do Andrada, chuteira do Jorginho Carvoeiro, flâmulas e outros simbolos Vascaínos espalhados pela casa.A primeira vez que fui ao Maracanâ o Vasco venceu o Flamengo de virada com Maraca lotado. Ainda tinha geral e arquibancada era de concreto sem cadeiras.Se não me angano tinha em torno de 150 mil pessoas.Cresci deixei de acompanhar futebol de perto, mudei para Rio Bonito-RJ tive dois filhos com uma Flamenguista, separei. Mas, meus filhos são Vascaínos roxos.Quando o Vasco desceu para segunda divisão, através de um assessor do Roberto Dinamite que meus filhos conheceram recebí em casa 3 ingressos, três camisas para comparecer ao jogo do VascoxPonte Preta e acompanhar a partida na Tribuna de Honra. O Vasco venceu a partida.Foi uma grande emoção.Tenho os igressos e as camisas guardadas com muito carinho. Foi quando voltei a São Januário. Logo após O Vasco clamou seus torcedores para quebrar o récord de público da segunda divisão contra o Ipatinga. Aí levei a atual esposa que também era flamenguista e virou a casasca, levei minha mãe com 83 anos e o Vasco venceu. O sentimento que nunca parou, continua até hoje forte pelo nosso VAScÃO.

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  2. Bela história Bernato. A minha não é tão emocionante quanto a sua, mas tb é repleta de emoções! Obrigado pela visita e volte sempre!

    O Vasco unido é forte!

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  3. Raquel, muito obrigado pelos elogios! Vascão sempre!

    Beijos

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