30 outubro 2010

Ainda existe amor ao clube?

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Nos dias de hoje aonde o dinheiro é a coisa mais importante do futebol, não são raros os casos de jogadores que chegam a um clube, dizendo que o amam, que são seus torcedores, e menos de um ano depois já estão em um outro clube completamente diferente, mas sempre fazendo o mesmo discurso.

Existem muitos exemplos desse tipo de jogador nos dias de hoje como, por exemplo, o atacante Leandro Amaral que dizia amar o Vasco e no final foi para o Fluminense, onde se machucou. Além dele temos muitos outros exemplos de jogadores que insistem em fazer o mesmo, só para obter duas coisas nessa “mudança “de clube; a primeira é dinheiro e a segunda obviamente é que se um bom jogador muda de clube, ele acaba sendo entrevistado, e desta forma ganha espaço e mídia. Entretanto, não considero que os jogadores sejam os vilões nessa história . Em sua maioria eles são obrigados pelo empresário a sair do time onde estão e por incrível que pareça “este ou esse” acaba sendo o maior beneficiado financeiramente com a saída do jogador.

Eles fazem de tudo para poder vender o seu produto “o futebol do jogador”, chegando ao cúmulo de obrigar-lo a sair de um grande clube aonde ele não é o jogador principal e colocando-o, “a força” em um outro clube de menor importância, aonde ele será a estrela do time. Penso, que para o bem do futebol, os empresários deveriam ter consciência sobre a conseqüência de seus atos. Ninguém deveria ser obrigado a sair de um lugar de onde não se quer sair somente para se ter um pequeno benefício financeiro. Desta forma, chego a conclusão que a pior coisa do futebol não é a ausência do amor ao clube, mas sim a falta de humanidade da maioria dos empresários que só pensam em lucrar, e não na carreira, no bem estar físico e psicológico do jogador . Penso que eles, quando ainda estiverem em formação ou começando no futebol, não deveriam ser “afastados” de suas famílias pelo seu empresário. Ou vocês não acham que os empresários fazem de tudo para conseguir deixá-los longe de suas famílias . Afinal se ele esta afastado de quem realmente confia, passa a somente confiar na palavra do empresário. Mas, por outro lado, existem bons empresários que pensam no futuro do jogador, no seu bem estar psicológico e físico , fazendo de tudo para que ele não precise se preocupar com outras coisas. Não é só o jogador que tem que ser trabalhado e orientado pelo empresário, sua família também precisa de um certo apoio .

Entretanto, existem clubes que parecem ter uma certa “raiva” quando aparece um excelente jogador em um outro clube, fazendo de tudo para retirá-lo, as vezes, até a força de onde estão. Se ele, estiver com contrato em vigor certos clubes exigem que ele entre na justiça, alegando que não estava recebendo, o que na maioria das vezes é um calúnia, uma mentira. Isso pode ser conhecido como aliciamento de jogadores, pagar um pouco mais de salário para levá-lo. O clube que considero que mais tem essa péssima atitude é o Fluminense. Afinal o diretor da patrocinadora do clube acredita que tudo pode ser comprado com dinheiro. Espero que ele um dia ele aprenda uma coisa, que todos os amantes do futebol sabem que o dinheiro pode comprar jogadores, treinadores, estádios, centros de treinamento, mas nunca, em hipótese nenhuma, pode comprar o amor que um jogador sente por um clube.

Existem alguns exemplos de jogadores que definitivamente honram a camisa que vestem, que realmente amam o clube onde estão e esses sim podem ser considerados ídolos. Ídolo não é aquele bom jogador que joga um ano no seu time, depois vai embora para outro clube. Ídolo é aquele jogador que recusa boas propostas para continuar jogando no clube que ama, e eles devem servir de exemplo não só para os outros jogadores do seu time, mas também para todos os meninos que um dia sonham em jogar futebol . Amor de verdade a um clube só ocorre uma vez e quando ocorre, o jogador acaba, às vezes, rejeitando propostas financeiramente melhores para poder jogar onde ele se sente feliz, para poder jogar onde ele quer. Temos no futebol, de hoje em dia, alguns exemplos:

Rogério Cenni que já está 15 anos no São Paulo.

Fernando Prass, disputado por muitos clubes, mas preferiu ficar no clube que aprendeu a amar. A muralha da Colina preferiu ficar no Vasco a ir jogar no Fluminense.

Até o próximo Domingo.

Elisa de Vicq de Souza Dantas

Um comentário:

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