01 março 2011

Entre a política e o futebol





A história do clube dos 13 é marcada por grandes feitos e batalha pelo futebol brasileiro. Isto não pode tampar a nossa visão sobre seus problemas e suas grandes deficiências. A instituição forte, respeitada e com grande influência em toda a articulação política do futebol no Brasil, hoje se vê completamente abalada.

Devemos nos atentar neste momento, não apenas no problemas crônicos da instituição, mas sim, na postura dos que hoje estão em oposição ao C13. No RJ Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense anunciaram oficialmente a sua postura "desertora". Até que ponto devemos elogiar e colocar esses clubes como cavaleiros da revolução no futebol carioca? Ficou claro que o problema é eminentemente político. A situação se agrava quando a CBF mostra-se excessivamente ao lado da Rede Globo de televisão. O problema da transmissão dos jogos foi o estopim para o racha no C13. Pensar em altos rendimentos é justo, mas ficar na mão de uma entidade como a CBF pode também não ser tão vantajoso. Existe sim uma idéia antiga de reformular e dar novas bases ao C13, mas isso não aconteceria dentro da instituição, precisaria de uma reviravolta, guarnecida pelos times grandes. Hoje os 4 do RJ desconversam, mas a tendência é que a cada dia o C13 perca força e uma união mais estável nos estados progete novas perspectivas. Não devemos nos enganar. Os times estão sendo comprados, muitos estão recebendo e bem para isto. Para Botafogo e Fluminense é a chance de sair da segunda faixa de recebimentos no direito de transmissão, talvez para ambos, a cota irá aumentar negociando em separado, o segundo ainda levou um Robertão. O Flamengo é de longe o time que mais ganhou: Devemos destacar a investida Global que foi peso na contratação de Ronaldinho Gaúcho, o que gera bastante marketing e lucro nas receitas flamenguistas, o aumento da cota, pois, negociando em separado teria uma cota maior que estar na faixa 1 de recebimento do clube dos 13 e finalmente o tão sonhado título brasileiro de 1987, o maior tapetão da história do futebol brasileiro, sendo equiparado talvez apenas ao título de 2005 do Timão e a súbida inexplicável do fluminense da terceira para a primeira divisão do campeonato brasileiro.

E o Vasco? O que estamos ganhando? Temos prestígio, temos receita, temos visibilidade internacional, temos base, temos... enfim, muitos são nossos méritos, não seria hora de brigar pelo reconhecimento de um título brasiliero referente a 1948? Afinal, naquele ano o Vasco foi selecionado para a disputa do Sulamericano por se dispontar, sem dúvida alguma, dentro do futebol brasileiro. Será que tudo que ganharemos será o fim do desafeto velado pela Rede Globo de televisão?

Os vascaínos esperam respostas, saímos de uma posição confortável no C13 para brigar por direitos dos times cariocas?

Saudações vascaínas.

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