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09 março 2011

VASCO X DUQUE DE CAXIAS


Com ingressos a preço de banana, o jogo de hoje é o típico jogo contra time pequeno, mas que é favorável a um estádio cheio.
Com ingressos a 10 reais os torcedores não tem a desculpa de “ah, o ingresso está caro”.
O fato é que eu quero ver São Januário LOTADO.

Depois da derrota de sexta feira, a torcida quer ver em campo aquele Vasco guerreiro, que honra a camisa. A torcida quer ver em campo o time da virada, porque é exatamente disso que o Vasco precisa: UMA VIRADA, que mande a má fase para bem longe da colina.

Ainda sem poder contar o com tão esperado reforço Diego Souza, o Vasco precisa ganhar a partida de hoje, para recuperar a confiança da torcida, que apesar das duas últimas goleadas, ainda acha cedo (e é cedo) pra acreditar que o Vasco já espantou a má fase de vez.

Então é isso galera, espero ver o caldeirão lotado e um Vasco guerreiro hoje à noite.
Segue abaixo a ficha técnica do jogo.

Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 8/3/2011 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Eduardo Cordeiro Guimarães (RJ)
Auxiliares: Wedel de Paiva Gouveia (RJ) e Sérgio Waldman (RJ)

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Eduardo Costa, Romulo, Felipe e Bernardo; Eder Luis e Elton. TÉCNICO: Ricardo Gomes.

DUQUE DE CAXIAS: Fernando; Ari, Fábio Braz, Marlon e Gabriel; Antonio, Lenon, Juninho e Lenilson; Geovane Maranhão e Somália. TÉCNICO: Waldemar Lemos.

Beijos, Saudações Vascaínas
Laís Eger
@laiseger

11 outubro 2010

Documentário Vasco da Gama

ÚLTIMA PARTE

PRESIDENTES

Ao longo de sua história, vários homens passaram pela presidência do clube. O Vasco nunca teve uma mulher na presidência, apenas homens. Esses presidentes muito contribuiram para o crescimento do clube, com algumas excessões, que financeiramente prejudicaram o clube. Cada presidente foi muito importante e ajudou a construir a história do nosso glorioso Club de Regatas Vasco da Gama. Foram eles:

1898 Francisco Gonçalves do Couto Junior
1899 João Candido de Freitas
1899 Antônio Marciano Rosas
1900 Leandro Augusto Martins
1901 Francisco Gonçalves do Couto Junior
1902 Miguel Braz
1902 e 1903 Alberto de Carvalho Silva
1904 Francisco Muniz Freire
1904 e 1905 Cândido José de Araújo
1906 Alberto de Carvalho Silva
1906 Augusto de Mattos Araújo
1908 Guilherme Isensée
1909 Felizardo Gomes
1910 Alvaro Carneiro
1911 Mário Magalhães Corrêa
1912 Marcílio Telles
1913 Aníbal Arthur de Mendonça Peixoto
1914 Antonio da Silva Duarte
1915 Alfredo Rebello Nunes
1915 Raul da Silva Campos
1916 Marcílio Telles
1917 Victor Faria Gonçalves
1918 e 1918 Francisco Marques da Silva
1920 Marcílio Telles
1921 Francisco Marques da Silva
1921, 1922 e 1923 Antonio de Almeida Pinho
1924 José Augusto Prestes
1925 Antonio de Almeida Pinho
1926 Raul da Silva Campos
1932 Antonio de Almeida Pinho
1933 Vitor J. P. de Morais
1936 Jorge Bhering de Matos
1937 Pedro Pereira Novais
1939 Antonio da Silva Campos
1942 Cyro Aranha
1944 Manuel Ferreira de Castro Filho
1945 Jayme Fernandes Guedes
1946 Cyro Aranha
1948 Antonio Rodrigues Tavares
1950 Otávio Menezes Póvoa
1952 Cyro Aranha
1954 Arthur Braga Rodrigues Pires
1958 Eurico da Costa Lisboa
1961 Allah Eurico da Silveira Baptista
1963 José da Silva Rocha
1964 Manuel Joaquim Lopes
1966 João da Silva
1967 Reynaldo de Mattos Reis
1969 e 1979 Agathyrno Silva Gomes
1980 Alberto Pires Ribeiro
1983, 1986, 1989, 1992, 1995 e 1998 Antônio Soares Calçada
2001 e 2004 Eurico Ângelo de Oliveira Miranda
2008, 2009, 2010 Roberto Dinamite

Bom, meu documentário acaba por aqui. No documentário "original", eu terminei com um álbum de fotos, mas não postarei ele aqui, porque são muitas fotos, mais de 50, então, fica complicado postar. Mas era isso, espero que tenham curtido o documentário, aprendido com ele e conhecido mais sobre o nosso clube tão querido e amado.

Beijo, Saudações Vascaínas
Laís Eger
Segue: @laiseger

10 outubro 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 14

ESCUDO

O clube teve três escudos. O primeiro foi criado em 1903, quando o presidente do clube era Alberto de Carvalho Silva. Na década de 20 ele foi modificado e perder a forma circular. O atual escudo é a modernização do antigo e foi alterado na década de 70.

CAMISA

A primeira camisa foi usada apenas pelo remo. Ela era preta, com gola, a faixa branca e a cruz centralizada.

No futebol, a primeira camisa foi inspirada no uniforme da Seleção Portuguesa e seguiu o mesmo padrão: preta, golas e punhos brancos com a cruz de malta no lado esquerdo do peito.
Na década de 30, a camisa era branca com a faixa preta. Esse se tornou o modelo oficial, com a variação da camisa preta com faixa branca.

O atual uniforme do Vasco, segue o padrão do uniforme citado acima. É fabricado pela Pênalty, com um design moderno e com vários detalhes. O Vasco também tem um terceiro uniforme, branco, com uma cruz vermelha centralizada e a cruz de malta no meio.



PS: O atual uniforme do Vasco não é mais esse, eu sei, mas quando escrevi o documentário, o novo ainda não havia sido criado, então vou deixar assim para não modificar o documentário.

Beijo, Saudações Vascaínas
Laís Eger
Segue lá: @laiseger

08 outubro 2010

Documentário Vasco da Gama

Gente, antes de postar a próxima parte, devo alguma explicação para quem estava lendo, por causa da demora, então vou explicar. Demorei pra continuar as postagens porque fiquei sem internet, tive alguns problemas particulares que deixaram meus dias super corridos, muitos trabalhos e provas no colégio, e agora, recentemente, fiquei doente, e na verdade, estou ainda, mas como minha internet agora tá muito boa, vou postar pra não deixar mais vocês na mão. Mil desculpas pela demora.

PARTE 13
BANDEIRA

A primeira bandeira do Vasco era muito diferente da atual. A faixa era horizontal, a Cruz de Malta no meio da faixa e tinha as letras iniciais do clube no canto superior. O preto da bandeira representa os mares desconhecidos em que o Almirante Vasco da Gama navegou e a faixa branca representa a rota que o navegador venceu.

A primeira mudança que ocorre na bandeira, é que as iniciais são retiradas, a faixa é posicionada na diagonal e em 1945 ela ganha sua primeira estrela.

Depois disso, a bandeira não teve mais modificações, mas ao longo do tempo nela foram acrescentadas mais sete estrelas.


FLÂMULA

A flâmula do Vasco é preta com uma listra branca ao centro, tendo a cruz de malta e as iniciais do clube divididas na parte superior e inferior.


Beijo, Saudações Vascaínas
Laís Eger
Segue ai: @laiseger

12 setembro 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 12


E a torcida do Vascão, sempre tão linda ♫



O futebol não é feito de espetáculos só dentro do campo, mas também nas arquibancadas. É graças a torcedores apaixonados e dedicados ao clube que o espetáculo dentro de campo faz sentido. São esses muitos torcedores que apóiam, comemoram, vibram, sofrem, choram, gritam, festejam e empurram o time pra frente e como uma forma de recompensa, carinhosamente, são chamados de “12º jogador” por alguns clubes. Enquanto jogadores vem e vão entre os clubes, são contratados e vendidos, usam camisas rivais, a torcida permanece, sempre fiel ao time que escolheu para amar e torcer, e é claro, com o Vasco não é diferente.
Para cada jogo, a torcida vascaína prepara uma festa, um espetáculo. Com palmas, gritos, músicas, bandeiras e muito barulho, os torcedores empurram o time e emocionam os próprios jogadores.
A cada jogo, o time conta com as várias torcidas organizadas criadas em homenagem ao clube. Entre elas, as torcidas mais conhecidas e com maior número de membros são a Força Jovem Vasco (FJV)e a Guerreiros do Almirante (GDA). Outras torcidas que se destacam e ajudam a fazer as festas de cada jogo, são a Bacalhau Chopp, Gigantes da Colina, Ira Jovem, Mancha Negra, Pequenos Vascaínos, Rasta do Vasco, Renovascão, Super Jovem, União Vascaína, Vaslovasco, Vila Vasqueire e a Torcida Organizada Vasco (TOV).

FORÇA JOVEM VASCO: Fundada em fevereiro de 1970, ela é a principal torcida organizada do Vasco. Criada por alguns torcedores com o objetivo de apoiarem a equipe, ela é a mais conhecida dentre as torcidas organizadas do Vasco. É ela a encarregada dos maiores espetáculos vistos nas arquibancadas vascaínas que, com seus bandeirões, faixas e cantos, emociona a todos os torcedores, tanto os presentes no estádio, como aqueles que acompanham o jogo pela TV. É também a mais temida e violenta torcida vascaína, o que com certeza, é um ponto negativo que infelizmente trás conseqüências ruins e não segue os verdadeiros objetivos do futebol. A Força Jovem Vasco é dividida em “famílias”, e cada família recebe um nº, (ex: 7ª Família) que é como sua “identidade”.
GUERREIROS DO ALMIRANTE: Cansados de ver o estádio vazio por causa da má fase do clube, um grupo de amigos resolveram criar uma torcida organizada diferente das que já existiam. Inspirados nas famosas “Barras Bravas”, eles criaram esse Movimento, que na época nem tinha nome ainda. Essa torcida na verdade, não se considera uma Torcida Organizada, mas sim um movimento com o objetivo único de apoiar o time, sem “arrumar encrenca” com as torcidas adversárias.


Beijos, Saudações Vascaínas
Laís Eger
Segue: http://twitter.com/laiseger

11 setembro 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 11

Categoria de base: o futuro do Vascão

Há muitos anos, o Vasco é uma grande referência na revelação de novos e talentosos jogadores. O futebol de base do Vasco já foi praticamente uma fábrica de craques e, revelou jogadores que se tornaram ídolos do clube, como Romário, Edmundo, Pedrinho, Barbosa, Jardel, o grande goleiro Carlos Germano, entre outros. Em meio a grandes revelações, da base vascaína saiu um jogador em especial: Roberto Dinamite, que se tornou o grande ídolo e maior goleador do clube, com 754 gols e que atualmente é o presidente do Vascão.
Aos poucos, o time da colina está voltando a ser uma das maiores referências em futebol de base. Recentemente, o clube apresentou ao mundo da bola quatro grandes talentos: Alan Kardec e Alex Teixeira, ambos jogaram o mundial sub-20 do ano passado pela Seleção Brasileira e desde o início do ano atuam no exterior, e também os jovens Allan e Philippe Coutinho. O garoto Coutinho, que acabou de deixar o Brasil e ir jogar na Inter de Milão, já estava vendido ao clube europeu desde quando ele tinha apenas 16 anos, e com certeza, ainda será um grande jogador.
Os atletas da base, na maioria das vezes, permanecem no anonimato até que chegam ao time profissional. O futebol-base ainda não tem o reconhecimento que merecia ter, mas felizmente essa realidade vem mudando e eles estão começando a ser reconhecidos e valorizados, inclusive por parte dos torcedores e também da mídia, que nunca fez muita questão de falar sobre essas jovens promessas do futebol brasileiro.
O clube também se preocupa com os jovens além do campo, se preocupam com a inclusão deles. Para isso, existe o Colégio Vasco da Gama, que prepara esses jogadores para a vida. Ele atende atletas dos níveis de ensino fundamental e médio, e já foi freqüentado por jogadores como Alex Teixeira, Alan Kardec e Philippe Coutinho.
Para quem não sabe, o time de base do Vasco conquistou no ano passado, o título da Taça OPG, título esse, que trouxe muito orgulho para os atletas. Esse ano, a equipe foi campeã do Campeonato Carioca de Juniores.


Segue abaixo duas entrevistas feitas com os atletas de base do Vasco.

Nome: Dirceu Fraga Guimarães Junior (Juninho)
Idade: 19 anos
Está no Vasco desde: 2008
Posição: Volante

1- Como é o dia a dia ai no Vasco, o que vocês, meninos do Juniores fazem durante o dia?
Juninho:
Não tem muito segredo no nosso dia-a-dia. Durante a manhã alguns vão para o Colégio do Vasco, outros dormem e normalmente temos treino à tarde. A noite, saímos para comer ou fazer algo diferente.
2- Os treinamentos, quanto tempo duram? E tem diferença entre o treino de uma equipe de base e uma equipe profissional? Quais?
Juninho:
O tempo de treinamento varia de acordo com o trabalho proposto pelo treinador. Quando é um trabalho mais forte, com mais intensidade, como no treino físico por exemplo, não costuma passar de 1 hora. Quando são trabalhos técnicos e táticos, o treino costuma prolongar um pouco. Não existe uma grande diferença entre o nosso treinamento, eles seguem o mesmo plano de trabalho, o que diferencia um pouco é que estamos em uma etapa de formação e aperfeiçoamentos as nossas deficiências.
3- O que você acha da iniciativa do clube, de ter feito o colégio do Vasco?
Juninho:
É muito importante isso, de incentivar os estudos, e facilita muito para nós, atletas da base, pois por causa das competições, não temos tempo de freqüentar as aulas normalmente, e em um colégio “normal” isso nos prejudicaria e eles não teriam o mesmo cuidado com a gente. No colégio do Vasco, eles nos ajudam a conciliar os estudos e o esporte, pois sabem o motivo das faltas. Também é mais fácil pois podemos acompanhar com mais facilidade, os outros atletas que vem de outros lugares do estado e do país.

Nome: Iderlon da Silva Santana (Dico)
Idade: 19 anos
Está no Vasco desde: 2007
Posição: Meia Atacante

1-Como é ser jogador de base de um clube de futebol?
Dico:
É uma experiência muito boa, ainda mais quando se é jogador de um clube como o Vasco da Gama.
2-Quais são as dificuldades desse início de carreira?
Dico:
Ficar longe da família, dos amigos e das pessoas que você gosta.
3- Como foi jogar a Taça OPG?
Dico:
Foi cansativo mas também foi muito bom. Teve muito trabalho e muito esforço pra ser campeão.
4- Como é o dia-a-dia ai no Vasco?
Dico:
Ah, é meio normal. São mais ou menos 2h de treino por dia. Tem também a convivência com os outros atletas, mas me dou muito bem com todos graças a Deus.
5- O que você acha da iniciativa do Vasco ter fundado o colégio?
Dico:
É uma iniciativa muito boa, muito legal, pois facilita a vida dos atletas que moram aqui no clube.

Essa parte do documentário já foi postada uma vez aqui no blog, postei de novo porque a sequência do documentário é assim, então, pra ficar organizado, e também porque quem não leu, pode ler.

Beijos, Saudações Vascaínas
Laís Eger
Segue: @laiseger

10 setembro 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 10


2009 foi o ano mais marcante para os torcedores, e foi o ano em que eu realmente comecei a acompanhar o futebol, foi onde o amor pelo Vasco resolveu explodir, deixar de ser um amor reservado, guardado em algum lugar dentro de mim. Era o ano do recomeço do gigante, e eu não perderia nenhum detalhe desse ano que seria maravilhoso, marcante.
A cada partida surgia uma emoção nova para o clube, para cada torcedor. Cada ponto ganho significava um passo a mais na caminhada de volta a primeira divisão.
Foi o ano de dedicação da torcida. Em todos os jogos os torcedores lotavam os estádios e apoiavam o time. O time retribuía com gols, vitórias e demonstrações de amor ao clube. Nesse ano tão importante para o clube, surgiram também dois novos talentos: Allan e Philipe Coutinho. Os jovens talentos mostraram que tinham garra e que queriam ajudar o Vasco nesse ano tão especial para o clube, para os torcedores e para o futebol. Além deles, Alex Teixeira também demonstrou que poderia ser mais do que ele já era, que poderia se tornar um dos favoritos da torcida. E assim fez. A torcida por muitas vezes gritou seu nome, o aplaudiu e orgulhou-se de tê-lo no time. Ao lado do capitão Carlos Alberto, Alex contribuiu muito para a grande volta do Vasco e com certeza ficará na lembrança da torcida como um dos heróis da volta a Série A.

Em 2009 também, o Vasco fez 111 anos, e para comemorar, foi programada uma grande e lindíssima festa, por parte do clube e é claro, por parte dos torcedores, que lotaram o Maracanã naquele 22 de agosto para assistir a partida Vasco x Ipatinga. Foram nada mais nada menos que 79.635 corações vascaínos nas arquibancadas, recorde de público em 2009 até então.
Com uma festa daquelas, os jogadores já tinham um presente reservado, uma vitória praticamente certa, esperada por todos. Mas eles fizeram mais que só ganhar. Eles jogaram bonito e o resultado foi uma goleada. Vasco 4 x 0 Ipatinga. Uma vitória ao nível da festa.
Com o decorrer do campeonato, o Vasco continuou fazendo gols, conquistando vitórias e acumulando pontos na tabela.
Nas últimas rodadas, o Vasco já tinha uma grande diferença de pontos dos outros times, e desde o começo do campeonato, foi considerado o favorito ao título. E assim então o Vasco fez. Com 66% de aproveitamento, o Vasco volta a elite do futebol brasileiro e se torna o campeão da segunda divisão do Brasileirão.
O Vasco foi o time com a defesa menos vazada do campeonato, e também, a defesa que menos fez defesas, pelo fato de ter um meio de campo excelente, que não deixava que os adversários se quer se aproximassem do gol cruzmaltino. Foi o time que mais venceu (22 vitórias), o que menos perdeu (6 derrotas), o time com o melhor passe (89% de acertos) e foi o time que teve o artilheiro da competição, Élton, com 17 gols.

Jogadores que disputaram a segunda divisão pelo Vasco:

GOLEIROS: Fernando Prass, Tiago
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Paulo Sérgio , Fagner
LATERAIS-ALAS-ESQUERDOS: Ramon , Ernani, Pará
ZAGUEIROS: Vilson, Gian, Titi, Fernando, Dedé, Leonardo, Rafael Morisco
VOLANTES: Nilton, Amaral, Souza, Matheus, Milton Benítez, Paulinho, Bruno Gallo
MEIAS: Carlos Alberto, Alex Teixeira, Enrico, Leo Lima, Philippe Coutinho, Fumagalli, Jefferson, Magno
ATACANTES: Elton, Adriano, Robinho, Aloísio Chulapa, Rodrigo Pimpão, Alan Kardec, Edgar, Willian, Allan


Beijos, Saudações Vascaínas
Laís Eger

09 setembro 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 9
O DIA QUE TODOS GOSTARIAM DE ESQUECER


Com 20 derrotas, 72 gols sofridos e apenas 35% de aproveitamento do Campeonato Brasileiro, o Vasco teve um fim triste: rebaixado para a 2ª divisão do Brasileirão. Depois de uma derrota por 2 x 0 para o Vitória, o rebaixamento foi confirmado e lágrimas eram vistas em todos os cantos de São Januário.
Após a derrota, lágrimas de dor em São Januário e torcedor ameaçando se jogar da marquise do estádio. Fato lamentável esse, que apavorou bombeiros, policiais, diretoria do clube, jogadores e os demais torcedores presentes no estádio, mas que demonstra a imensa dor que os torcedores sentiram.

Beijos, Saudações Vascaínas
Laís Eger

05 setembro 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 8


Em 1999, veio mais um título para a colina: o tri do Torneio Rio-São Paulo. Mais uma vez, Juninho foi o ídolo da grande conquista. A partir de então ele se tornou um jogador completo, decisivo, um ídolo, que logo após esse título, foi convocado para a Seleção Brasileira.
Para a conquista do tetra em 2000, o Vasco foi buscar Romário. Com 34 anos ele voltou ao Vasco, disputou o campeonato, fez 20 gols e foi o artilheiro do Brasileirão. O quarteto fantástico formado por Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Euller e Romário foram cruciais para o título. Na grande final o alambrado de São Januário se rompeu e o jogo foi paralisado, mas nem isso impediu o Vasco de se tornar o grande campeão.
Ainda em 2000, aconteceu um dos jogos que marcou a história vascaína e até hoje, orgulha e arrepia seus torcedores. Depois de ter se classificado para a final da Copa Mercosul com muito sacrifício e esforço, os guerreiros vascaínos descem para o vestiário no intervalo com um resultado arrasador: 3 x 0 para o Palmeiras, que já se considerava com a mão na taça. O time entrou no gramado para jogar o segundo tempo, e a torcida viu o inesperado: uma virada espetacular. Quatro gols em 45 minutos e a torcida fica em estado de êxtase com a grande virada.

Em 2001, o Vasco teve muitos problemas financeiros e conseguiu manter apenas três de seus principais jogadores: Paulista, Euller e Romário. Foi esse trio que conseguiu um feito histórico: uma sequência de oito vitórias consecutivas na Libertadores, que foi interrompida pelo Boca Juniors, que acabou campeão daquele ano.
Em 2003, o Vasco ainda conquistou a Taça Rio, que seria então o último título do Vasco até a grande mudança que ocorreu no clube.


Beijo, Saudações Vascaínas
Laís Eger



PS: SE ALGUÉM ESTÁ LENDO, DEIXA COMENTÁRIO, PORQUE SINCERAMENTE, LEITORES FANTASMAS SÃO UM SACO! ¬¬

03 setembro 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 7

ANO DO CENTENÁRIO: O MELHOR DE TODOS OS ANOS

O centenário de um clube é um ano muito festejado pela equipe, pela torcida, por todos os simpatizantes daquele clube. O centenário do Vasco, não foi diferente. Clube nenhum teve um centenário tão glorioso quanto o do Vasco. Os 100 primeiros anos do Vasco foram marcados por vitórias, pela superação e pela luta. O resultado, bom, todos sabem. Um clube inigualável. O Estadual de 1998, uma moleza! O Vasco foi muito superior, e as outras equipes, sabendo que não tinham chance contra o time que meses depois se tornaria campeão da América, resolveram melar a competição. Campeão dos dois turnos, o Vasco ganhou vários por WO, pois os adversários preferiam não jogar a serem massacrados pelo Vasco. Mas nada atrapalhou. Nem a tentativa de apagar o estádio na final funcionou. O Vasco foi campeão e ninguém podia fazer absolutamente nada para mudar isso.
Logo eu seguida então, o Vasco realmente se consagra na América, é Bi! 50 anos depois do Expresso da Vitória ter levantado o primeiro título do continente, agora foi a vez da Libertadores da América, título esse que orgulha os vascaínos. A equipe de campeã de 98 foi: Carlos Germano, Vagner, Odvan, Mauro Galvão, Felipe, Luisinho, Nasa, Juninho Pernambucano, Pedrinho, Donizete e Luizão, comandados pelo técnico Antônio Lopes, que soube dirigir a equipe como ninguém.
A partida final foi contra o poderoso Barcelona, diante de 90 mil torcedores do time rival. Uma partida que teria colocado medo no Vasco, se não fosse o fato de que o nervosismo adversário os atrapalhou e facilitou a vida dos vascaínos. Com a garra de Mauro Galvão e a poderosa barreira de Carlos Germano, o Vasco foi invencível. Donizete e Luisão formavam uma dupla perfeita, e as laterais eram dominadas por Vagner e Felipe. Os gols foram marcados por Donizete (24 do 1º tempo) e por Donizete (46 do 1º tempo). O gol de honra dos equatorianos foi marcado por De Ávilla (34 do 2º tempo).

Para muitos, inclusive para mim, quando se fala na Libertadores de 98, o primeiro fato que vem na cabeça, o primeiro fato lembrado, é o belíssimo gol de falta que Juninho marcou, na partida da semifinal contra o River Plate. Esse foi o gol que levou o Vasco a final do campeonato e marcou tanto os torcedores, que em uma música, ele é incluído:

Vou torcer pro Vasco ser campeão
São Januário, meu caldeirão!!
Vou torcer pro Vasco ser campeão
São Januário, meu caldeirão!!

Vasco, a tua glória e a tua história
É relembrar, o "expresso da vitória"!!
Contra o River Plate sensacional (gol de quem?)
Gol do Juninho, monumental!!!!!

Vou torcer pro Vasco ser campeão
São Januário, meu caldeirão!!
Vou torcer pro Vasco ser campeão
São Januário, meu caldeirão!!

Beijo, Saudações Vascaínas
Laís Eger

28 agosto 2010

Documentário Vasco da Gama





PARTE 6

Após essa competição, deu-se inicio a uma novela em São Januário: a contratação de Bebeto, ídolo da Gávea, mais insatisfeito com o Flamengo, e que depois de muita negociação, veio parar em São Januário. Bebeto se tornou destaque do campeonato brasileiro jogando pelo Vasco, e conquistou o título com o clube.

Com os recursos obtidos com a venda de Romário e Giovani para o exterior, o Vasco reforçou-se mais ainda. Aproveitou a prata da casa e montou uma verdadeira seleção. Apesar de não ter feito um bom inicio de campeonato, o Vasco se recuperou e trouxe para São Januário o segundo Brasileiro.
O campeonato estadual de 1992 foi disputado em São Januário e a taça ficou por lá mesmo. Com o Maracanã interditado, São Januário era o único estádio em condições de receber um campeonato tão importante.
Com a vantagem de estar jogando em casa, o Vasco se torna campeão mais uma vez, e de forma invicta. Foi o ano da despedida de Dinamite, do surgimento de Edmundo e também, o ano de reviver os dias de glórias da época pré-Maracanã. O gol do título foi feito por Carlos Alberto dias em cima do “todo poderoso” Flamengo.
Edmundo vendido, Roberto aposentado, e o Vasco então, órfão de ídolos. No campeonato estadual de 1993, Valdir aproveitou o espaço que lhe deram e brilhou, brilhou muito. Foi a consagração do matador, o artilheiro da competição. Mais uma vez, o Vasco conseguia outro bi campeonato.

Conquista da Taça Rio, o passaporte para a final

Finalmente então, veio o tri campeonato. Ah, o tri, tão desejado pelos torcedores, pelo clube e que seria um feito histórico, que nem o todo poderoso Expresso da Vitória conseguiu. Finalmente o árbitro Léo Feldman dá o apito final e os dois gols de Jardel sobre o Fluminense deram o título de tri campeão carioca de 1994 ao Vasco. Durante esses três anos, duas gerações feitas em São Januário foram os destaques da campanha: Denner, que por seu jeito de comemorar, se tornou um mito, e Jardel, o herói do título.
No Brasileirão de 1997, ninguém jogou tanto como Edmundo. O time começou o campeonato desacreditado e mais uma vez, calou a boca de jornalistas, adversários e todos os outros que torciam contra o gigante da colina. Trouxera um zagueiro considerado acabado para o futebol, outro que vinha do Americano, um volante que ninguém conhecia, um atacante que havia deixado de ser estrela para ser um causador de problemas e confusões. Mas foi esse o time que surpreendeu, e foi o atacante encrenqueiro que brilhou e deixou para trás todos os adversários, desde os mais fracos até os mais fortes.


Beijo, Saudações Vascaínas
Laís Eger

27 agosto 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 5
Após 12 anos, o Vasco voltou a ser Campeão Carioca. O time do estrategista Tim era famoso por sua regularidade e disciplina tática. Sem grandes estrelas, apostava no conjunto e no habilidoso atacante Silva para alcançar as vitórias. Na final antecipada, a torcida finalmente pode soltar o grito de campeão, entalado na garganta a tanto tempo. Ninguém merecia aquele título mais do que o Vasco, que mesmo em crise, era considerado um fenômeno e lotava o Maracanã a cada jogo.




Em 1969, Roberto de Oliveira foi chamado para a base vascaína. Dois anos depois, em uma partida contra o Internacional (RS) o juvenil Roberto entraria no lugar de Gílson Nunes e aos 27 do segundo tempo balançaria as redes. No dia seguinte, o Jornal dos Sports estamparia: “Garoto-Dinamite Explodiu”. Nascia um novo ídolo vascaíno, o maior de todos: Roberto Dinamite.
Foi como azarão que o Vasco chegou no quadrangular final do Brasileiro de 1974. Enfrentaria times como o Santos de Pelé, o Cruzeiro de Dirceu e o Internacional de Falcão. Nesse cenário a equipe de São Januário era considerada um figurante no meio dos grandes favoritos. A década de 70 foi uma época de superação para o Vasco, onde times sem grande técnica, mas com muita garra e entrosamento, superariam obstáculos tidos como instransponíveis. E o Brasileiro de 1974 foi o maior deles. Foi jogando na base da vontade, que o Vasco venceu os clubes que eram tidos como favoritos. O ultimo deles foi o Cruzeiro, e então, o maior título do ano vinha pra São Januário. Foi ai que se iniciou uma série de Brasileiros.
Barreira do Inferno: assim era chamada a defesa cruzmaltina no estadual de 1977. Com Mazaropi no gol e Orlando Lelé, Abel, Geraldo e Marco Antonio na linha o Vasco se tornou invencível. E claro, o Vasco ficou campeão de 1977. O esquadrão de Orlando Fantoni fez 69 gols e tomou cinco, sofrendo apenas uma derrota. Na final, a vitória em uma decisão por pênaltis contra o Flamengo foi a melhor parte do grande ano vascaíno.


Roberto fazendo o gol do título vascaíno

Entre 1977 e 1978, o Vasco conseguiu uma façanha inédita: foram 1816 minutos sem tomar gol, recorde que até hoje não foi superado por nenhum goleiro no mundo.
Além do clube de façanhas, craques e superações, o Vasco era o clube dos artilheiros. No dia 10 de novembro de 1982, o clube consagrou mais um grande artilheiro: Roberto Dinamite, o primeiro jogador vascaíno a atingir a marca de 500 gols na carreira, a imensa maioria deles com a camisa vascaína. Até o fim de sua carreira, Dinamite ainda conseguiu mais alguns feitos na história: é o maior artilheiro da história do Vasco, do Campeonato Brasileiro e do Campeonato estadual, além de ser o quinto maior artilheiro de toda a história do futebol.
No estadual de 1982, o Vasco mais uma vez aparecia como um dos fracos, e os rubro-negros já davam como certa a conquista do campeonato. Foi então que o técnico Antonio Lopes barrou metade do time e o Vasco era novamente campeão estadual, 1 x 0 na final, gol de Marquinhos. O treinador então iniciava sua trajetória no comando vascaíno e que anos mais tarde se consagraria como o mais vitorioso treinador da história do Vasco.
As eleições de 1985 foram muito disputadas até o fim, e Antônio Soares Calçada venceu e chamou para a vice-presidência o seu opositor Eurico Miranda – hoje, odiado por muitos – e dava-se inicio então a Era Calçada-Eurico.
O time de 1987 era um timaço novamente. Era um time de estrelas, de Roberto e Romário, chamada carinhosamente de dupla “Rô-Rô”, de Dunga, Mauricinho e Geovani, e do ex-rubro-negro Tita, que acabaria fazendo o gol do título. Unidaos, eles trouxeram para São Januário mais um Estadual.
Em 1988 veio o Bi-estadual, que deu novamente destaque a Romário e Geovani, mas que também abriu caminho para a nova geração de Bismarck e Sorato, mas foi o reserva Cocada que marcou a conquista. Entrou nos minutos finais do jogo, fez o gol do título em cima do Flamengo e depois, foi expulso ao protagonizar uma das maiores brigas já ocorridas no Maracanã. Assim, ele entrou pra história do Vasco e do Campeonato Carioca.
Logo depois, em 1989, o Vasco voltou a Europa novamente, pra buscar, pela terceira vez seguida, o Troféu Ramon de Carranza, que era uma das mais prestigiadas competições européias. Esse também foi o ultimo ano em que o Vasco teve sua participação na competição.

Troféus ganhos na competição.

Amanhã posto mais!

Beijos, Saudações Vascaínas.
Laís Eger

25 agosto 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 4

O Expresso da Vitória já fazia parte do passado, mas o Vasco continuava no caminho certo. De maio a julho, em uma série de jogos amistosos e outros valendo a Pequena Copa do Mundo, o Vasco enfrentou gigantes como Real Madri, Roma e Porto. Todos caíram e taça veio para o Rio de Janeiro. Foi esse o time que disputou o Carioca de 1956, time que tinha craques como Bellini, Pinga, Sabará e Walter. No banco o craque era o técnico Martim Francisco, que nem precisou disputar a final com o clube, pois não houve uma final, o título ficou garantido no jogo 2 x 1 em cima do Bangu.
Mais uma vez o Vasco iria fazer sua excursão pelo mundo. Foi e venceu todas. A primeira conquista foi o Torneio Internacional de Santiago no Chile, onde nove anos antes os vascaínos haviam sido os primeiros a levantar uma taça no Exterior. Depois, no Peru, era conquistado o Quadrangular de Lima. Na França, o Racing comemorava 50 anos de existência e promovia o Torneio de Paris. Mas quem fez a festa foi o Vasco ao faturar a disputa com uma goleada de 5 x 2 naquele que era considerado o melhor time do mundo: o Real Madri de Puskas e Cia. Foi a Espanha e trouxe para o Brasil a tradicional e cobiçada Teresa Herrera, que pela primeira vez era conquistada por uma equipe não-européia. Esse foi o saldo do maior ano do Vasco em terras estrangeiras, quatro títulos e vitórias esmagadoras sobre os melhores times do mundo: 3 x 1 no Real Madri, 5 x 2 no Benfica e 7 x 2 no Barcelona.
Em 1957, o Vasco teve um jogador ilustre – não para todos – e que em apenas três jogos, fez cinco gols com a camisa cruzmaltina: Pelé. Foi nesses jogos que ele se destacou e foi convocado para a Seleção.





O carioca mais disputado de todos os tempos, foi o se 1958. O Vasco chegara ao final da competição com o mesmo número de pontos de Botafogo e Flamengo e foi preciso um novo turno entre os três, o chamado supercampeonato. Novo empate de pontos. É a vez do supersupercampeonato, já em janeiro de 1959. Depois de tudo isso, o Vasco finalmente levantou a taça de campeão, depois de uma vitória sobre o Botafogo e um empate com o Flamengo.



A DÉCADA PERDIDA

Desde 1923, o Vasco foi um clube regular. Sempre ganhando, conquistando títulos, com um patrimônio inigualável e com muitos craques, mas foi na década de 60 que isso mudou. Devido a crises políticas e maus resultados do futebol, o Vasco se desesperava. Os craques não eram mais revelados, as campanhas eram vergonhosas. O patrimônio sofria e o esporte amador apenas sobrevivia. É a história de dirigentes e torcedores que muitas vezes não pensaram primordialmente no Vasco e sim em si mesmos. Vascaínos que pensaram em demasia em rixas pessoais com opositores políticos e o Vasco passou a ser apenas um detalhe. Vascaínos que colocaram o ego na frente do clube e que como resultado tiveram mais satisfação na derrota política do adversário do que na grandeza do clube.
Nesse tempo, o Vasco conquistou apenas uma Taça Guanabara em 1965 e o Rio-São Paulo de 1966, empatado com outros clubes, pois a competição foi interrompida para a disputa da Copa de 66. Essa conquista evitou um jejum mais prolongado, porém ainda é comum a torcida se referir aos “12 anos sem ganhar nada” se referindo ao período de 1958 a 1970.

Por hoje é isso.
Beijo, Saudações Vascaínas
Laís Eger

23 agosto 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 3

ERA EXPRESSO DA VITÓRIA


No futebol profissional, as coisas começaram a melhorar também, a evoluir. Em 1942, o uruguaio Ondino Vieira assumiu o comando do time e montou o primeiro grande time brasileiro: o Expresso da Vitória. Ondino fez o Vasco ser um sinônimo de vitórias, de sucesso, e permaneceu no Vasco até o fim do campeonato de 1945.O ano de 1945 prometia muitas alegrias para os vascaínos, e antes do campeonato estadual, foi disputado o Torneio Municipal. No clássico Vasco x Flamengo, os cruzmaltinos golearam: 5 x 1. Foi ai que se iniciou para os rubro-negros a sequência de 6 anos sem ganhar do todo poderoso Expresso da Vitória.
O Expresso da Vitória se tornou cada vez mais forte, campeão invicto da cidade, que ficou sem saber o que era derrota por um longo tempo. Foi ai que surgiu a primeira estrela, como Campeão Invicto de Terra e Mar. Em 1948, a consagração do Expresso da Vitória foi total: foi primeiro campeão internacional em solo estrangeiro, - antes mesmo da própria Seleção Brasileira – conquistando o título do Campeonato Sul-Americano, a maior jóia do Expresso da Vitória. Em uma final emocionante contra o River Plate, o Vasco trouxe para o Brasil o belíssimo Troféu Condor. Em 1996, por iniciativa de Eurico Miranda, a Conmebol oficializou a conquista, dando a ela status de Libertadores e o Vasco pôde disputar no ano seguinte a Supercopa, torneio reservado para aqueles clubes que já tinham conquistado o continente sul-americano.
Nenhum clube sentiu mais a perda do mundial de 50 que o Vasco, afinal, mais do que a base, o clube era quase a seleção completa. O campeonato carioca começara e o time não se encontrava, padecia do luto que se abateu sobre o futebol brasileiro. O América se distanciava, chegou a dar de três no Vasco em São Januário no começo da competição e na fase final colocaria três pontos de vantagem, faltando apenas três jogos. Isso em uma época que a vitória valia dois pontos. Parecia tudo perdido. O primeiro campeão do Maracanã – 1950. Porém, em uma prova de recuperação, o Expresso da Vitória deixou claro que continuaria mandando no Rio de Janeiro. Que superaria aquele grande trauma e seria campeão no novo palco construído para a Copa e que dali em diante seria a arena das grandes decisões do futebol carioca, o Vasco se consagrou como o primeiro time a ser campeão no estádio. O jogo final – 2 x 1 contra o América entrou pra história.
Após o carioca, o Vasco foi a Montevidéu enfrentar o Penãrol, que não por acaso era a base da seleção uruguaia de 50. No Vasco, Barbosa, Augusto, Friaça, Ademir e Danilo estavam em campo naquele dia terrível de 16 de julho no Maracanã. Poucas vezes o Expresso jogou tanto como aquele dia. Maneca - que não estava em campo na final contra o Uruguai - no seu primeiro lance coloca a bola embaixo das pernas de Obdulio Varela, que havia sido o herói uruguaio de 1950. Barbosa e Augusto não deixaram passar nada, ainda mais Barbosa, que se sentia culpado pela derrota anterior. Já o grande zagueiro e capitão de 50, seria o primeiro a levantar uma taça de campeão do mundo. Danilo foi um dos únicos poupados, mas não se sentia bem por isso, e todos viram, quando ele chorou compulsivamente, mas nesse dia, o Príncipe Danilo fez valer seu apelido. Friaça tinha ido para a concentração de São Januário após o jogo contra o Uruguai e desaparecido logo depois, mas foi dele o primeiro gol do Vasco contra o Penãrol.
Em oito anos, o Vasco havia conquistado cinco Campeonatos Carioca, e depois de tantos títulos, falavam que o Expresso da Vitória já estava velho, acabado. O campeonato de 1952 serviu para provar exatamente o contrário, com apenas uma derrota, o Vasco conquistou o campeonato, que seria o ultimo da era Expresso da Vitória. O técnico não era mais Flávio Costa e sim Gentil Cardoso.

Treinador (em pé a esquerda) com a faixa de campeão, no canto oposto o presidente Cyro Aranha (de terno).

Por hoje é isso, amanhã posto mais.
Beijo, Saudações Vascaínas
Laís Eger

22 agosto 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 3

Após a construção de São Januário, o Vasco montou o seu primeiro grande time de verdade, a Sele-Vasco. Tendo no elenco jogadores que disputaram a Copa de 1930, como Fausto, Itália, Brilhante e Russinho, o Vasco foi campeão de 1929 em uma final de melhor de três com o América, que depois de dois empates e uma goleada por 5 x 0, viu a superioridade vascaína.
Uma das maiores goleadas do Vasco, aconteceu em 26 de abril de 1931, um espetacular 7 x 0 sobre o Flamengo, que armou a maior confusão com o resultado, o que resultou em um bate boca entre Fausto e Penha, ambos expulsos pela confusão. Os jornalistas, tentaram defender o Flamengo em suas publicações, para diminuir o constrangimento rubro-negro. Era o preconceito prevalecendo mais uma vez.
Em 1931, o Vasco mais uma vez surpreendeu. Foi jogar na Europa e venceu times como Bancelona, Porto, Benfica e Sporting. Com o sucesso do time lá, clube recebeu ofertas irrecusáveis para que jogadores como Fausto e Jaguaré permanecessem pela Europa. Sem esses jogadores, o Vasco perdeu a liderança e o campeonato para o América.


O amadorismo dos negros no futebol então estava com os dias contados, cada vez mais os clubes se obrigavam a aceitar esses jogadores entre a elite. Em 1933 foi criada a Liga Carioca de Futebol, e então o profissionalismo começou de verdade. O Fluminense e o Flamengo resistiram a não participar dessa liga, mas acabaram se rendendo e deixaram o preconceito de lado, já o Botafogo, se recusou e não participou para poder manter o status, mas anos depois, também desistiu da resistência.
Com o profissionalismo em destaque, mais uma vez o Vasco montou um timaço, dessa vez, para disputar o campeonato de 1934. Mandou buscar Fausto de volta, que havia ficado na Europa quando o Vasco foi pra lá, Gradim e os dois maiores jogadores brasileiros do momento: Domingos da Guia e Leônidas da Silva. Com esse time, o Vasco conquistou o quarto título carioca.
Com o surgimento da liga, o futebol carioca ficou dividido entre o Vasco e a Liga e o Botafogo e a AMEA. Isso se aprofundou com a criação da Federação Metropolitana de Desportos, entidade que abrigou o Vasco e outros pequenos clubes. Nessa nova entidade o Vasco conquistou o campeonato de 1936, não com um time tão bom, mas com a presença do artilheiro Feitiço.
Com o acordo feito em 1937 entre o presidente do Vasco e o presidente do América, a paz no futebol carioca foi finalmente estabelecida. Nasceu então a Liga de Futebol do Rio de Janeiro. Para comemorar, o Vasco e o América se enfrentaram no final de julho de 1937, em São Januário, e o time da colina venceu por 3 x 2 e jogo ficou conhecido como Clássico da Paz.

Foto histórica antes do Clássico da Paz.

De 1937 até 1945 o Vasco ficou sem ganhar títulos. Foram 9 anos de jejum até que o Vasco finalmente retornou a ser campeão carioca.
Em 1938, o Flamengo construiu a Gávea, e a inauguração foi um jogo contra quem? Ah, contra o Vasco. O resultado: 2 x 0 para o Vasco e crise no Flamengo. Depois desse jogo, ainda foram disputadas outras partidas entre Vasco e Flamengo na Gávea, sendo sete vitórias vascaínas contra seis rubro-negras.
O Vasco sempre teve uma preocupação em especial: a formação da criança e do adolescente. A idéia de criar um departamento infantil teve que ser adiada, devido às dívidas da construção de São Januário. Em 1941, Aníbal Ferreira de Souza teve a iniciativa de começar com o projeto. Um ano depois, quando Cyro Aranha se tornou presidente, o Departamento Infanto/Juvenil foi criado, tendo como diretor Aníbal e como sub-diretor Levy de Magalhães, que seriam as pessoas que dariam vida a esse departamento. A grande motivação para que isso desse certo, foi a falta de atletas em algumas modalidades esportivas, como vôlei e basquete. Apesar dos muitos sócios, não se conseguia fazer dois times de cada modalidade e era preciso buscar atletas de outras agremiações. Para resolver esse problema, chamaram toda a juventude vascaína, e foram então surgindo os jovens talentos.
As dependências do DIJ foram inauguradas em abril de 1943. Pouco tempo depois, nas colunas de Cascadura já eram publicadas que esses atletas seriam vitoriosos e fariam o Vasco crescer. Foi ele o criador da frase “Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”. Como ele dizia em suas publicações, o DIJ cresceu, conquistou muitos títulos para o clube e formou atletas e cidadãos exemplares.

Bom galera, por hoje é isso, amanhã eu posto mais uma parte.
Beijos, SV
Laís Eger!

21 agosto 2010

Documentário Vasco da Gama

PARTE 2
São Januário, meu caldeirão!

Fundado no dia 21 de abril de 1927, o estádio São Januário pertence ao Club de Regatas Vasco da Gama e foi construído pelos próprios vascaínos, que fizeram uma campanha para conseguir dinheiro para comprar o terreno e poderem construir o estádio, que ficou pronto em 11 meses.
O local escolhido seria São Cristóvão e foi ali, em 6 de junho de 1926, que a pedra fundamental do novo estádio foi lançada com a presença do prefeito da cidade e dos vascaínos que viam ali o sonho se concretizando. O estádio foi construído com um tipo de pedras especiais e uma parte, com cimento belga, mas como o presidente cancelou a importação desse tipo de cimento, os torcedores fizeram no improviso, uma mistura de cimento, pedra brita e areia, que por sinal, deu certo e é usado até hoje nas construções. Em março de 1928 foram inaugurados os refletores e a arquibancada atrás de um dos gols, com uma partida entre Vasco x Wanderers, na qual o Vasco venceu de 1x0, com um belíssimo gol olímpico, aliás, o primeiro gol olímpico feito em campo brasileiro, marcado pelo ponta-esquerda Santana. Além desse ter sido o primeiro jogo do Vasco contra uma equipe internacional, esse foi o primeiro jogo noturno realizado em um estádio do Brasil.
São Januário é a principal sede do clube cruzmaltino e, além do estádio, tem também parque aquático, ginásio e setor administrativo. O estádio também foi palco para o presidente vascaíno Getúlio Vargas fazer seus discursos, foi palco do Primeiro Congresso Nacional de Educação e em 1940 era a vez de Villa-Lobos e seu canto orfeônico levar 40.000 estudantes das escolas do Rio de Janeiro. Na área política, além dos discursos do presidente vascaíno, São Januário era o local onde muitos comícios eram feitos, inclusive o comício em que Luiz Carlos Prestes, recém-saído da prisão, discursou para mais de 100.000 pessoas. Já foi usado também pelo exército durante a Segunda Guerra Mundial. A fachada é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O nosso caldeirão, já foi um dos maiores do Rio de Janeiro, do Brasil e até da América do Sul. Sua capacidade hoje é de 25.000 pessoas, mas sua capacidade já foi de 48.604 lugares e em fevereiro de 1978, bateu o recorde de público e recebeu 40.209 torcedores.
A primeira partida disputada no estádio, foi entre Vasco x Santos, time que na época, era a potência paulistana. Infelizmente, o Vascão acabou perdendo de 5x3 para os paulistas. O primeiro gol em São Januário foi marcado nessa partida pelo jogador Evangelista, aos 20 minutos do 1º tempo e o primeiro gol cruzmaltino foi marcado por Negrito aos 23 minutos do 1º tempo. Em 15 de janeiro de 1939, São Januário se tornou o campo oficial da seleção brasileira, e recebeu um jogo importante: o da Seleção Brasileira, pela Copa Rocca, em que o Brasil perdeu para a Argentina por 5x1. No caldeirão, também foram jogados as finais da Libertadores de 1998 e da Copa do Brasil de 2005, além de ter sido palco da Copa do Mundo de 1950. Todos os jogos em que o mando de campo é do Vasco são realizados em São Januário, com excessão de jogos importantes e os clássicos com os outros 3 grandes do Rio de Janeiro, que são realizados no Maracanã, devivo a importância e dimensão que jogos como esses tem.
No final de década de 90, São Januário é transformado de uma maneira só antes vista na década de 50. São adquiridos vários imóveis da Rua São Januário que proporcionaram ao clube fechar todo o quarteirão do estádio e ter pela primeira vez uma entrada na rua que batiza seu campo. Essa transformação que o estádio recebeu, o tornou mais belo do que nunca.
São Januário também é importante e inesquecível na carreira de alguns jogadores, como o ídolo Romário, que fez seu milésimo gol em campo vascaíno. Recentemente, em 2008, o estádio ganhou o prêmio de “Maravilha da Zona Oeste” e já foi considerado pela Travel Channel um dos melhores estádios para se assistir uma partida de futebol.

Por hoje é isso, parte 3 eu posto amanhã!

Beijos, SV
Laís Eger

20 agosto 2010

Documentário Vasco da Gama

Fala galera, beleza? Bom, depois de um tempo sumida, eu voltei!
Justificando meu sumisso: Sumi pra fazer um trabalho sobre o Vasco, que postarei pra vocês agora. Esse trabalho, é um documentário escrito sobre o Vasco, que fiz para um concurso que o Gremio Estudantil do meu colégio promoveu.Resumindo, esse documentário fala bem resumidamente sobre a história do Vasco.
Postarei o documentário em partes, porque ele tem 52 páginas ao todo, incluindo as fotos, então, é muita coisa pra uma postagem só, e tentarei postar as fotos também, principalmente algumas bem antigas que eu achei, que talvez poucos vascaínos já tenham as visto.

PARTE 1

Club de Regatas Vasco da Gama

Em 21 de agosto de 1898, um grupo de 62 rapazes se reúne para formar uma associação para a prática do Remo, que era o esporte soberano naquela época. Em homenagem ao quarto centenário da descoberta do caminho marítimo para as Índias, eles deram para essa associação, o nome de Club de Regatas Vasco da Gama. Com a prática do remo, o Vasco já havia ganho muitos títulos e já tinha uma história cheia de conquistas e glórias.Com o crescimento de novos esportes, principalmente o futebol, o Vasco incluiu a modalidade esportiva ao clube, depois de vencer uma grande resistência interna. O início foi muito difícil, pois com a nova modalidade esportiva, aumentariam os gastos com uniformes e inscrições na Liga Metropolitana de Futebol, mas com a colaboração dos torcedores vascaínos, que queriam cada vez mais o crescimento do clube, as despesas foram pagas pelos próprios torcedores e sócios. Como o Vasco ainda não tinha um CT (centro de treinamento), a solução encontrada foi pedir a prefeitura um local na Praia do Russel. Com esses detalhes resolvidos, o Vasco passa a ter seu primeiro time de futebol e disputar pela primeira vez um campeonato de futebol: a terceira divisão do campeonato carioca de 1916.

A foto mais antiga de um time vascaíno, datada de 1915

O primeiro jogo oficial do Vasco, aconteceu em 3 de maio de 1916, contra o Paladino F.C. O resultado foi desastroso: 10x1. O time era formado por Antonio Pereira de Azevedo, Frederico Eisenwlker, Álvaro Araújo Sampaio, Vitorino Rezende Silva, Antonio Bebiano Barreto, Augusto Pereira d’Azevedo, Oscar Guimarães, Mário Moraes, Joaquim d’Oliveira, Manoel d’Oliveira e Adão Antonio Brandão, que entrou pra história do clube sendo o autor do primeiro gol feito pelo time cruzmaltino.
Anos depois, o clube começou a contratar novos jogadores, mas com uma grande diferença dos outros clubes de futebol existentes na época: não importava a cor ou situação social do atleta. Como o esporte era dominado pelo racismo, pelo preconceito, não era permitida a contratação de negros e pobres. Como o Vasco não aceitava essa situação, o Vasco foi em busca da igualdade racial, social e do fim desse preconceito que os clubes de futebol tinham em relação a negros e pobres.
A primeira vitória do Vasco, só ocorreu no returno do campeonato, por 2x1 sobre o River F.C. Foi a única vitória do Vasco naquele ano, que terminou o ano em último lugar. Mas o Vasco continuou firme, sem desanimar, e foi o único da competição que sobreviveu através dos tempos. Apesar da péssima campanha do primeiro campeonato que o Vasco disputou, nada abalou essa nova fase do Vasco. A cada dia o número de sócios se multiplicava e consequentemente, a torcida crescia. Com isso, o remo também era beneficiado.
O futebol do Vasco se consolidou de verdade, nos anos de 1917, 1918 e 1919. O sucesso do campeonato de 1916 atraiu a atenção de clubes cariocas de outras federações e estes ingressaram na Liga Metropolitana para a disputa do ano seguinte. Para evitar o inchaço de participantes, todos os clubes da terceira divisão, incluindo o Vasco, foram automaticamente promovidos para a divisão seguinte, enquanto os novos clubes começariam na terceira em 1917. Com isso, o Vasco mudaria. O time foi melhorado, fortalecido, e as vitórias começaram a surgir. O verdadeiro Vasco da Gama surgiu então e terminou o campeonato em quarto lugar. No ano seguinte, eles conquistam a terceira posição. Em 1919 o time busca reforços na Liga Suburbana e a equipe se fortalece mais ainda. A cada dia, o Vasco provava que estava no caminho certo, e os sócios continuavam crescendo vendo o futuro glorioso que aquela equipe, formada por jogadores humildes teria.


Equipe de 1918


Como naquele tempo as substituições durante as partidas não eram permitidas, os reservas disputavam um campeonato separado, o campeonato dos segundos quadros. Nesse campeonato, em 1920, o clube terminou em 1º lugar, empatado com o Helêncio A.C, então uma decisão foi marcada para março do ano seguinte, que seria a primeira decisão que o Vasco disputava e nela foi conquistado o primeiro título da equipe, com um sensacional 4 x 2. A equipe que conquistou esse título, era formada por Miguel Cavalier, Ernani Van Erven, Carlos Pinto da Silva, Antonio Borges, Eudino Wubert, Djalma Alves de Sousa, Aquiles Pederneiras, Torteroli, Carlos Gomes Faria, Adão Antônio Brandão e Alfredo Godoy.
Para o campeonato de 1921, a Liga Metropolitana dividiu a divisão principal do campeonato em duas series, colocando os quatro primeiros colocados da segunda divisão no ano anterior para a série B, dentre eles o Vasco. Mesmo não sendo na série A, pela primeira vez o Vasco disputaria a primeira divisão de um campeonato: o torneio início de 1921. O campeonato não foi conquistado pelos cruzmaltinos, mas eles venceram o América, que era um dos grandes do Rio de Janeiro naquela época. Meses depois, quem caiu foi o Bangu. Essas vitórias contra os times da Série A faziam com que os vascaínos acreditasse cada vez mais no Vasco e em suas futuras conquistas. O primeiro passo para isso era conseguir o acesso à divisão principal.
Em 1922, o Vasco buscou como treinador, o uruguaio Ramón Platero, que já havia sido campeão pelo Fluminense e pelo Flamengo. Os métodos do treinador eram revolucionários. Naquela época, a preparação física e concentração ainda era desconhecida, mas o Vasco já começava a dar os primeiros passos e evoluir nessa área, o que faria a diferença para o time. Com a contratação de Ramón, que era o maior treinador do Rio de Janeiro, todos viram como o Vasco crescia, se fortalecia cada vez mais e poderia derrotar as equipes que sempre se julgaram superiores.

Leitão, Nélson e Mingote, que eram parte da defesa montada por Platero.

Ao campeão dos primeiros quadros da Série B de 1922 estava garantida a vaga para a Série A do ano seguinte, sem necessidade de eliminatória. Então, foi em busca disso que os vascaínos foram. Um a um, os adversários foram derrotados e a campanha foi excelente, com apenas uma derrota. Com isso, o Vasco foi campeão com o time formado por Nélson da Conceição, Mingote, Leitão, Pedro Nolasco dos Santos, Bráulio Prado, Arthur Medeiros Ferreira, Paschoal, José Cardoso Pires, Torteroli, Claudionor Correa e Alípio Marins. No campeonato dos segundos e terceiros quadros, o Vasco terminou invicto. Isso fez com que o Vasco ganhasse a posse temporária da Taça Constantino, que o clube ganhou definitivamente em 1924. Em 1923, os times racistas tiveram uma surpresa durante o campeonato carioca: foram derrotados pelo time de negros e trabalhadores. As arquibancadas desses clubes racistas, antes restrita a elite, agora era invadida pela massa vascaína. Os estádios começaram a ficar pequenos demais para tantos torcedores. Ninguém imaginava que aquela equipe tão inferior pudesse ganhar dos times ricos da cidade, mas esse pensamento mudou a partir da conquista do campeonato de 1923. Esse foi o ano que marcou para a história do futebol, pois com isso os negros e os trabalhadores começaram a se afirmar no futebol e o esporte deixou de ser só para alguns privilegiados. O Vasco se impôs perante os soberbos e mostrou que eram todos iguais.
Com o sucesso desse time, ocorreu o já esperado: Nélson, Torteroli e Paschoal foram convocados para jogar Sul-Americano do Uruguai em 1923 pela seleção brasileira.
A aristocracia resolveu reagir devido ao grande sucesso do Vasco. Na época, além do preconceito contra negros, existia o preconceito contra imigrantes portugueses. Publicações circulavam na cidade, de forma agressiva contra os portugueses, uma delas publicada em 1894: “combateremos e odiamos o elemento português, que é o que nos corrompe e ceifa a existência, monopolizando tudo e sacrificando nossa população”. Foi nessa sociedade que o Vasco se inseriu, e o futebol, espalhava cada vez mais essa idéia, de um país formado por brancos. Ainda durante a disputa do campeonato de 23, a torcida do Vasco foi covardemente agredida por torcedores do Flamengo e demais clubes que se uniram e se voltaram contra os mesmos. Eles queriam a todo custo intimidar os cruzmaltinos e bani-los do futebol elitizado. Mas nada deteu o Vasco, que foi o campeão de 23.

Time campeão de 23

Bom, por hoje postarei até aqui. Amanhã postarei a parte dois. Espero que gostem!

Beijos, Saudações Vascaínas
Laís Eger